O IDFC - Instituto Diocesano da Formação Cristã propõe o curso ‘A
Igreja Rede de Relações Fraternas’, com o padre Fernando Domingues,
provincial Comboniano, que vai decorrer via teleconferência (Zoom), às
quartas-feiras, nos dias 18 e 25 de novembro e 2, 9 e 16 de dezembro, às
21h00. “Propomos dedicar cada sessão a uma das dimensões desta rede de
relações: rede sinodal, universal, apostólica, profética,
transformadora, ‘sacerdotal’, e finalmente, rede que tece redes de
diálogo com outras religiões”, assinala a Escola de Leigos, que organiza
a formação.
Inserida na Semana de Oração realizou-se hoje, dia 6 de novembro de 2020, com a participação e colaboração da Paróquia de Abrigada, uma Vigília de Oração pelos Seminários.
Jovens de todo o mundo desafiados a “envolverem-se no caminho de preparação” até à JMJ Lisboa 2023
Através da Rede Mundial de Oração do
Papa, os jovens de todo o mundo vão ser desafiados, a partir deste mês
de novembro, a “envolverem-se no caminho de preparação” até à JMJ Lisboa
2023, a partir de um “conjunto de propostas de oração mensais”,
anunciou, hoje, o Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023. As
meditações, disponibilizadas para os primeiros sábados de cada mês,
através da plataforma ‘Passo a Rezar’, são “propostas pela organização
da Jornada Mundial da Juventude e lidas por jovens portugueses”, revela
um comunicado. “A pensar nos
jovens de todo o mundo, a equipa portuguesa do Click To Pray prepara
ainda as propostas de oração da manhã e da tarde em todos os dias 23 de
cada mês”, explica o COL da JMJ Lisboa 2023, referindo que as meditações
“são inspiradas nas reflexões e discursos do Papa Francisco aos jovens,
ao longo do pontificado, e traduzidas em todas as línguas da plataforma
Click To Pray: português, espanhol, francês, inglês, italiano, alemão,
chinês, vietnamita e japonês”. Esta
iniciativa “resulta de uma parceria entre o Comité Organizador Local da
JMJ Lisboa 2023 e a Rede Mundial de Oração do Papa, que gere as
plataformas digitais Click To Pray (a aplicação oficial de oração do
Papa Francisco) e Passo-a-Rezar (que propõe passos diários de oração
através das redes sociais)”, explica a organização. As
propostas de oração são divulgadas através dos canais de comunicação e
redes sociais da JMJ Lisboa 2023 e da Rede Mundial de Oração do Papa, a
nível nacional (Passo-a-Rezar) e internacional (Click To Pray).
NOTA:Se
estiver a utilizar o seu TELEMÓVEL, o acesso ao VIDEO contido nesta página, apenas será possível, se seguir as instruções indicadasAQUI
No vídeo de
intenção de oração para este mês, Francisco traz a preocupação de que a
robótica e a inteligência artificial possam aumentar as desigualdades,
interrompendo um “progresso real” da humanidade. Por isso, o Papa pede
que rezemos para que os avanços tecnológicas, assim como tornam um mundo
melhor para se viver, estejam “vinculados ao bem comum" e orientados
para “o respeito pela dignidade” das pessoas. Enfim, “rezar para que o
progresso seja sempre humano”, concluiu o Pe. Frédéric Fornos.
Andressa Collet – Vatican News
“A inteligência artificial está na raiz da mudança de época que
estamos a viver. A robótica pode tornar possível um mundo melhor se
estiver unida ao bem comum. Porque se o progresso tecnológico aumenta as
desigualdades, não é um progresso real. Os avanços futuros devem estar
orientados para o respeito pela dignidade da pessoa e da Criação.
Rezemos para que o progresso da robótica e da inteligência artificial
esteja sempre a serviço do ser humano... podemos dizer, que ‘seja
humano’.”
No vídeo de intenção de oração para o mês de novembro, o Papa
Francisco reforça a necessidade de que os avanços tecnológicos sejam
orientados pelo bem comum de todos. Na mensagem, o Pontífice traz a
preocupação de que a robótica e a inteligência artificial possam
aumentar as desigualdades, interrompendo um “progresso real” da
humanidade. Assim, confia a toda Igreja Católica por meio da Rede
Mundial de Oração do Papa, orações para que, no meio à mudança histórica
pela qual vivemos, o progresso tecnológico esteja sempre “a serviço do
ser humano”, respeitando a sua dignidade e zelando pela Criação.
Entendendo a Inteligência Artificial
Não é novidade que, nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA)
avançou de forma exponencial em diferentes áreas do conhecimento. Na sua
essência, ela permite que sistemas simulem uma inteligência similar à
humana, que tomam decisões de forma independente na base a uma
infinidade de dados digitais. Atualmente, 37% das organizações no mundo
implementaram as chamadas “máquinas inteligentes” de alguma forma, um
aumento de 270% nos últimos 4 anos. A inteligência artificial, assim,
faz parte de uma nova onda que os economistas chamam de quarta revolução
industrial, marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e
biológicas.
As tecnologias pelo bem comum
O Papa Francisco esclarece que este avanço, como o da robótica, "pode
tornar possível um mundo melhor se estiver vinculado ao bem comum",
porque a inteligência artificial é capaz de resolver muitas questões que
tenham o ser humano como centro, como por exemplo: avaliar a capacidade de
aprendizagem dos alunos para detetar oportunidades de melhoria; ajudar
pessoas com deficiência visual ou auditiva a desenvolver melhores
ferramentas de comunicação (como conversão de texto na fala ou tradução
de fala em texto); ou ainda agilizar a coleta, o processamento e a
disseminação de dados e informações de saúde para melhorar o diagnóstico
e o tratamento dos pacientes, especialmente aqueles que vivem em áreas
remotas.
O mesmo acontece no campo da ecologia. Graças à inteligência
artificial é possível analisar dados sobre as mudanças climáticas e
desenvolver modelos que podem ajudar a prever desastres naturais. Também
serve para criar cidades inteligentes e sustentáveis, reduzindo gastos
urbanos, melhorando a resiliência das estradas e aumentando a eficiência
energética, por exemplo. No Vídeo do Papa, que ganhou apoio do
Instituto Italiano de Tecnologia e da empresa multinacional de energia, a
ENEL, as imagens mostram possibilidades de usar o progresso para o bem
comum.
Ao serviço do ser humano
O engenheiro Francesco Starace, CEO da Enel, comenta que, “como o
Papa Francisco reafirma, é tarefa nossa garantir que os benefícios
resultantes sejam distribuídos de forma equitativa e gerem oportunidades
e bem-estar. Para nortear positivamente as nossas ações e escolhas em
relação ao presente e ao futuro, é necessário colocar o respeito às
pessoas e ao meio ambiente em primeiro lugar, adotando uma visão baseada
na sustentabilidade”.
Já o Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de
Oração do Papa, observa que “esta intenção de oração reforça a ideia de
que o benefício que a humanidade obteve (e continuará a obter) com o
progresso tecnológico deve contemplar sempre, também um 'desenvolvimento
adequado de responsabilidades e valores'. Assim afirmava o Papa nas
encíclicas Laudato si’ e, agora, na Fratelli tutti: ‘Como seria bom se,
ao aumento das inovações científicas e tecnológicas, correspondessem
também uma equidade e uma inclusão social cada vez maiores!'”, disse o
diretor, que finalizou:
“Sabemos que a inteligência artificial, a robótica e outras
tecnologias abrem grandes desafios para a ética e a justiça social. É
por isso que o mais recente pedido do Papa é importante: rezar para que o
progresso seja sempre humano.”
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estiver a utilizar o seu TELEMÓVEL, o acesso ao VIDEO contido nesta
página, apenas será possível se seguir as instruções indicadasAQUI
A oração é o leme que guia a rota de Jesus
Segundo Francisco, “na vida de Jesus existe um segredo, escondido aos
olhos humanos, que representa o ponto fulcral de tudo. A oração de
Jesus é uma realidade misteriosa, da qual só intuímos algo, mas que
permite ler toda a sua missão na justa perspetiva. Naquelas horas
solitárias, antes do amanhecer ou de madrugada, Jesus mergulha na sua
intimidade com o Pai, ou seja, no Amor do qual toda a alma tem sede. É
isto que sobressai dos primeiros dias do seu ministério público. Jesus
vai sempre além, vai além na oração com o Pai, vai além nos povoados, a
outros horizontes para pregar a outros povos”.
A oração é o leme que guia a rota de Jesus. Não é o sucesso, não é
o consentimento, não é aquela frase sedutora “todos te procuram”, que
ditam as etapas da sua missão. É o modo menos confortável que traça o
caminho de Jesus, mas que obedece à inspiração do Pai, que Jesus ouve e
acolhe na sua prece solitária.
A partir do exemplo de Jesus, podemos obter algumas características da oração cristã. A primeira, é que a oração é o primeiro desejo do dia, algo que se pratica ao amanhecer, antes que o mundo desperte.
A oração é escuta e encontro com Deus
Segundo o Papa, “um dia vivido sem oração corre o risco de se
transformar numa experiência aborrecida ou de tédio: tudo o que nos
acontece poderia transformar-se para nós num destino mal suportado e
cego. Jesus, ao contrário, educa a obediência à realidade e, portanto, à
escuta”. A seguir, Francisco acrescentou:
A oração é, antes de mais nada, escuta e encontro com Deus. Os
problemas da vida quotidiana não se tornam obstáculos, mas apelos do
próprio Deus a ouvir e encontrar quantos estão à nossa frente. Assim, as
provações da vida transformam-se em ocasiões para crescer na fé e na
caridade. O caminho diário, incluindo as dificuldades, adquire a
perspetiva de uma “vocação”. A oração tem o poder de transformar em bem
o que de outra forma seria uma condenação na vida; tem o poder de abrir
um grande horizonte para a mente e de alargar o coração.
A segunda característica é que “a oração é uma arte a praticar com insistência.
Todos somos capazes de orações episódicas, que nascem da emoção de um
momento; mas Jesus educa-nos a outro tipo de oração: aquela que conhece
uma disciplina, um exercício e é assumida no âmbito de uma regra de
vida. A oração perseverante produz uma transformação progressiva, fortalece em tempos de tribulação, concede a graça de ser amparados por Aquele que nos ama e nos protege sempre”.
A oração é abandonar-mo-nos nas mãos do Pai
A terceira “característica da oração de Jesus é a solidão”,
disse o Papa. “Quem reza não foge do mundo, mas prefere lugares
desertos. Ali, no silêncio, podem surgir muitas vozes o que escondemos no
íntimo: os desejos mais afastados, as verdades que nos obstinamos a
sufocar. E, acima de tudo, Deus fala no silêncio. Cada pessoa precisa de
um espaço para si, onde cultivar a sua vida interior, onde as ações têm
sentido".
“Sem vida interior tornam-mo-nos superficiais, agitados, ansiosos; a
ansiedade faz-nos mal. Devemos buscar a oração. Sem vida interior
fugimos da realidade e também fugimos de nós mesmos. Somos homens e
mulheres sempre em fuga.”
A quarta característica da oração de Jesus é que ela “é o lugar onde percebemos que tudo vem de Deus e para Ele retorna.
Por vezes, nós, seres humanos, acreditamos que somos senhores de tudo ou,
caso contrário, perdemos toda a autoestima. Vamos de um lugar para
outro. A oração ajuda-nos a encontrar a correta dimensão na relação com
Deus, nosso Pai, e com toda a criação”.
Por fim, “a oração de Jesus é abandonar-mi-nos nas mãos do Pai. Como
Jesus no Horto das Oliveiras, naquela angústia: “Pai, se é possível que
isto passe. Mas seja feita a tua vontade”. “O abandono nas mãos do Pai. É
bonito quando estamos agitados e procuramos a oração e o Espírito Santo
nos transforma por dentro e nos faz abandonar nas mãos do Pai. Pai, que
seja feita a tua vontade”, concluiu Francisco.
Pandemia - Comunicado do CEP sobre a suspensão da celebração "pública" da Eucaristia
1. Tendo consciência da
extrema gravidade da situação pandémica que estamos a viver no nosso
País, consideramos que é um imperativo moral para todos os cidadãos, e
particularmente para os cristãos, ter o máximo de precauções sanitárias
para evitar contágios, contribuindo para ultrapassar esta situação. 2.
Nesse sentido, embora lamentando fazê-lo, a Conferência Episcopal
Portuguesa determina a suspensão da celebração “pública” da Eucaristia a
partir de 23 de janeiro de 2021, bem como a suspensão de catequeses e
outras atividades pastorais que impliquem contacto, até novas
orientações. As Dioceses das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira
darão orientações próprias. 3. Estas medidas devem ser complementadas com as possíveis ofertas celebrativas, transmitidas em direto por via digital. 4.
As exéquias cristãs devem ser celebradas de acordo com as orientações
da Conferência Episcopal de 8 de maio de 2020 e das autoridades
competentes. 5. Exprimimos
especial consideração, estima e gratidão a quantos, na linha da frente
dos hospitais e em todo o sistema de saúde, continuam a lutar com
extrema dedicação para salvar as vidas em risco. Que Deus abençoe este
inestimável testemunho de humanidade e generosidade e que eles possam
contar com a solidariedade coerente e responsável de todos os cidadãos, a
fim de que, com a colaboração de todos, possamos superar esta
gravíssima crise e construir um mundo mais solidário, fraterno e
responsável. 6. Pedimos
que, a nível individual, nas famílias e nas comunidades, se mantenha uma
atitude de constante oração a Deus pelas vítimas mortais da pandemia,
pedindo ao Senhor da Vida que os acolha nos seus braços misericordiosos,
e manifestamos o nosso apoio fraterno aos seus familiares em luto.