quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Beatificação: Padre Cruz, sj - Encerramento do processo diocesano supletivo de beatificação

 

 

A ‘Sessão de Clausura’ do processo está marcada para o próximo dia 17 de dezembro de 2020.

O Cardeal-Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente marcou a Sessão de Clausura do processo diocesano supletivo para a causa de beatificação do Servo de Deus Francisco Rodrigues da Cruz, sj (Padre Cruz) para o próximo dia 17 de dezembro de 2020, às 15h00, na igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa. A celebração é aberta à participação dos fiéis e serão observadas as medidas sanitárias em vigor. 

A decisão do encerramento do processo pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa foi tomada após ouvir o Tribunal constituído para a causa e o Vice-Postulador. 

O processo de canonização do Padre Cruz teve início a 10 de março de 1951 e a fase diocesana decorreu até 18 setembro de 1965 – data em que foi entregue na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos Cópia Pública dos três processos (Virtudes, non culto e Escritos). Sendo necessário completar aquele processo com os elementos requeridos pelas novas normas para a instrução dos processos de canonização, incluindo uma Comissão de Peritos em História, a 12 de setembro de 2009, o então Cardeal-Patriarca D. José Policarpo nomeou um novo Tribunal e Comissão Histórica para darem seguimento ao requerido.

Entre março e maio de 2011 foram ouvidos os testemunhos sobre as virtudes heroicas do Servo de Deus e, depois de exaustivo trabalho, a Comissão Histórica – esta já nomeada a 11 dezembro de 2018 pelo Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente – entregou, no dia 1 de outubro de 2019, os documentos e a sua análise crítica. 

Cumprida a clausura do Processo supletivo este será apresentado à Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) pelo Postulador da Companhia de Jesus, o P. Pascual Cebollada, sj, seguindo-se os procedimentos habituais nestas circunstâncias.

Patriarcado de Lisboa

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Delegação com dez jovens portugueses vai receber os símbolos da JMJ

 

 

O grupo que vai receber os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, no Domingo, Solenidade de Cristo Rei, no Vaticano, vai estar presente, neste sábado, 21 de novembro, num encontro com o Cardeal D. José Tolentino Mendonça, na Igreja de Santo António dos Portugueses, ao qual se seguirá a celebração da Eucaristia, presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente, anunciou hoje, em comunicado, o Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023. 

A delegação é presidida por D. Manuel Clemente e “irá participar na Eucaristia presidida pelo Papa Francisco, durante a qual os jovens de Portugal vão receber a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora ‘Salus Populi Romani’”, refere a nota.

A organização assegura o “cumprimento de todas as normas de segurança sanitárias portuguesas e italianas” por parte do grupo composto por “uma dezena” de jovens “de diversas dioceses nacionais e alguns elementos da organização” da JMJ Lisboa 2023.

“A entrega dos símbolos esteve inicialmente agendada para o dia 26 de abril, Domingo de Ramos, e foi adiada para 22 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, por decisão do Papa Francisco”, lembra o comunicado COL da JMJ Lisboa 2023.

 

 

A cruz peregrina e o ícone  
Com 3,8 m de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países.  
A réplica do ícone de Nossa Senhora ‘Salus Populi Romani’, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, foi introduzida pelo Papa João Paulo II, em 2000, como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. O original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.  


Patriarcado de Lisboa

Francisco: a oração transforma a inquietude em disponibilidade

 
O Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta feira
 
"Estou inquieto, rezo e a oração abre-me o coração e torna-me disponível à vontade de Deus. A inquietude  faz-nos mal", disse o Papa na Audiência Geral.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

“No caminho destes nossos encontros sobre a oração, hoje deparam-mo-nos com a figura da Virgem Maria como mulher orante”, disse o Papa Francisco no início da sua catequese na Audiência Geral, desta quarta-feira (18/11), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.

Quando o mundo ignora Maria, “quando ela é uma simples jovem futura esposa de um homem da casa de David, Maria reza. Podemos imaginar a jovem de Nazaré recolhida em silêncio, em contínuo diálogo com Deus, que logo lhe confiaria a sua missão. Ela já está cheia de graça e imaculada desde a conceção, mas ainda não sabe nada de sua surpreendente e extraordinária vocação e do mar tempestuoso que terá de enfrentar. Uma coisa é certa: Maria pertence à grande multidão daqueles humildes de coração que os historiadores oficiais não inserem nos seus livros, mas com quem Deus preparou a vinda do seu Filho.”

A oração acalma as nossas inquietudes

Maria "espera que Deus tome as rédeas do seu caminho e a guie para onde Ele quiser. Está em oração quando o arcanjo Gabriel vem trazer-lhe o anúncio em Nazaré. Não há melhor modo de rezar do que nos colocarmos como Maria em atitude de abertura, coração aberto a Deus: “Senhor, aquilo que quiseres, quando quiseres, e como quiseres!” O coração aberto à vontade de Deus e Deus responde sempre".

Quantos fiéis vivem deste modo a sua oração! Aqueles que são humildes de coração rezam assim, com humildade essencial, com humildade simples. “Senhor, aquilo que quiseres, quando quiseres, e como quiseres!” Eles rezam assim não se irritando porque os dias são cheios de problemas, mas indo ao encontro da realidade e sabendo que no amor humilde, oferecido em cada situação, tornamo-nos instrumentos da graça de Deus.

“Senhor, aquilo que quiseres, quando quiseres, e como quiseres!” "Uma oração simples. É colocar a nossa vida nas mãos do Senhor. Que seja ele a guiar-nos. Todos nós podemos rezar assim, quase sem palavras, simples. “Senhor, aquilo que quiseres, quando quiseres, e como quiseres!” A seguir, o Papa acrescentou:

A oração acalma as nossas inquietudes, mas nós somos inquietos, queremos as coisas antes de pedirmos, queremos rápido, rápido. A vida não é assim. Esta inquietude faz-nos mal. A oração acalma a inquietude, sabe transformá-la em disponibilidade. Estou inquieto, rezo e a oração abre-me o coração e torna-me disponível à vontade de Deus. A Virgem Maria, naqueles poucos instantes da Anunciação, soube rejeitar o medo, apesar de ter previsto que o seu “sim” lhe teria dado provações muito duras. Se na oração entendemos que cada dia doado por Deus é um chamamento, então alargamos os nossos corações e acolhemos tudo. Aprende-se a dizer: “Aquilo que quiseres, Senhor”. Promete-me apenas que estará comigo a cada passo do meu caminho. Isto é importante, pedir ao Senhor a sua presença a cada passo do nosso caminho. Que Ele não nos deixe sozinho, que não nos abandone na tentação, que não nos abandone nos momentos difíceis. O final do Pai-Nosso é assim, a graça que Jesus nos ensinou a pedir ao Senhor.

A oração de Maria é silenciosa

Segundo o Papa, “Maria acompanha em oração toda a vida de Jesus, até à sua morte e ressurreição; e no final acompanha os primeiros passos da Igreja nascente. Maria reza com os discípulos que passaram pelo escândalo da Cruz. Reza com Pedro, que cedeu ao medo e chorou de remorso. Maria está lá, com os discípulos, entre os homens e mulheres a quem o seu Filho chamou para formar a sua Comunidade. Maria não se comporta como um sacerdote entre eles, é a mãe de Jesus que reza com eles, em comunidade, como uma da comunidade. Reza com eles e por eles. E, mais uma vez, a sua oração precede o futuro que está prestes a acontecer: por obra do Espírito Santo tornou-se Mãe de Deus e, por obra do mesmo Espírito, torna-se Mãe da Igreja.”

Rezando com a Igreja nascente, torna-se mãe da Igreja, acompanha os discípulos nos primeiros passos da Igreja. Na oração esperando o Espírito Santo e depois nos primeiros passos, em silêncio, sempre em silêncio. A oração de Maria é silenciosa. O Evangelho conta-nos uma oração de Maria, em Canaã, quando pede ao seu filho por aquelas pessoas que estão a cometer uma gafe na festa. Imaginamos fazer uma festa de casamento servindo no final chá e leite porque acabou o vinho! Mas que gafe! Ela reza e deixa o filho resolver o problema. A sua presença é uma oração e a sua presença no Cenáculo em oração com os discípulos deu à luz a Igreja.

“Na Virgem Maria, a intuição feminina natural é exaltada pela sua união singular com Deus na oração. Por isso, lendo o Evangelho, notamos que às vezes ela parece desaparecer, para depois ressurgir nos momentos cruciais: Maria está aberta à voz de Deus que guia o seu coração e os seus passos onde a sua presença é necessária. Presença silenciosa de mãe e discípula. Maria está presente porque é mãe, mas também porque é a primeira discípula, porque aprendeu em primeiro lugar as coisas de Jesus. Maria nunca diz, “vem que eu vou resolver as coisas”, mas "façam o que Ele vos disser". Ela indica sempre Jesus. O discípulo faz assim e ela é uma discípula. Reza como mãe e como discípula. Como seria belo se a nossa vida de oração fosse mais semelhante à da nossa Mãe! Com o coração aberto à palavra de Deus, com o coração silencioso, com o coração obediente, com o coração que sabe receber a palavra de Deus e a deixa crescer como uma semente para o bem da Igreja”, concluiu o Papa.

Vatican News

domingo, 15 de novembro de 2020

Papa no Dia Mundial dos Pobres: vamos estender a mão e ver Jesus nos pobres

Francisco na missa especial dedicada aos pobres 

Neste domingo (15), a data instituída pelo próprio Pontífice foi celebrada na Basílica de São Pedro, lembrando também dos milhões de novos pobres que surgiram com o pandemia. Francisco insistiu para que3 nsejamos servos fiéis a Deus, estendendo a mão aos pobres que encontramos diariamente: “peçamos a graça de ver Jesus nos pobres”, “a graça de sermos cristãos não em palavras, mas em obras”.

Andressa Collet – Vatican News

O Dia Mundial dos Pobres deste ano está a ser vivido em contextos desafiadores sobretudo porque a pandemia, segundo dados do Banco Mundial, já fez mais de 100 milhões de novos pobres. No Vaticano, neste domingo (15), o tradicional almoço comunitário com o Papa foi cancelado, mas Francisco presidiu uma missa especial pela data, na Basílica de São Pedro, respeitando as medidas sanitárias para prevenir a Covid-19. Cem pessoas carentes participaram na celebração, representando os pobres do mundo inteiro.

Assista à missa (integral) com o Papa Francisco »

Na homilia, Francisco insistiu para que sejamos servos fiéis a Deus, estendendo a mão aos pobres que encontramos diariamente...

A parábola dos talentos

Na homilia, ao comentar a parábola dos talentos (Mt 25, 14-30) do Evangelho do dia, o Pontífice refletiu sobre o início, o centro e o fim da vida. O início, quando o patrão confiou os talentos, ou seja, as riquezas monetárias aos servos, também Deus o fez connosco:

“Somos portadores de uma grande riqueza que não depende da quantidade de coisas que temos, mas daquilo que somos: a vida recebida, o bem que há em nós, a beleza intangível com que Deus nos dotou. Feitos à imagem d’Ele, cada um de nós é precioso aos seus olhos, é único e insubstituível na história!”

O Papa destacou a importância de nos lembrarmos sempre desta graça recebida, em vez de olharmos para a nossa vida e ceder à tentação que, o próprio Pontífice define como “quem dera…”: quem dera se eu tivesse aquele emprego, aquela casa, dinheiro e sucesso, se não tivesse tal problema, quem dera que eu tivesse pessoas melhores ao meu redor. Esta é a “ilusão do ‘quem dera’”, enalteceu Francisco, que nos impede “de ver o bem e nos faz esquecer os talentos que possuímos”.

A fidelidade a Deus é servir os pobres

O Pontífice então abordou o centro da parábola: a atividade dos servos, isto é, o serviço, que representa a nossa atividade, que faz frutificar os talentos e dá sentido à vida. Um estilo de serviço identificado pelos servos bons que, no Evangelho, “são aqueles que arriscam”, disse Francisco. Por exemplo, se não se investir e não se fazer o bem, ele acaba se perdendo:

“Quantas pessoas passam a vida só a acumular, pensando mais em estar bem do que em fazer bem! Como é vazia, porém, uma vida que se preocupa das próprias necessidades, sem olhar para quem tem necessidade! Se temos dons, é para ser dons.”

Segundo o Evangelho, recordou o Papa, “não há fidelidade sem risco”: “é triste quando um cristão se coloca à defesa, prendendo-se apenas à observância das regras e ao respeito dos mandamentos. Isto não basta!”, disse Francisco, pois são cristãos que sempre têm medo do risco, são “mumificados”. O servo preguiçoso da parábola, por exemplo, escondido atrás de um medo inútil, foi classificado de mau:

“E, contudo, não fez nada de mal… É verdade! Mas, de bom, também não fez nada. Preferiu pecar por omissão do que correr o risco de errar. Não foi fiel a Deus, que gosta de Se dar; e fez-Lhe a ofensa pior: devolver-Lhe o dom recebido. Ao contrário, o Senhor convida a envolver-mo-nos generosamente e a vencer o temor com a coragem do amor, a superar a passividade que se torna cumplicidade. Nestes tempos de incerteza e fragilidade que corre, não desperdicemos a vida pensando só em nós mesmos, com aquela postura da indiferença.”

A fidelidade a Deus é servir os pobres, que estão no centro do Evangelho, que nos enriquecem no amor, salientou o Papa, sobretudo se pensamos a quem devemos servir durante o Natal:

“A maior pobreza que devemos combater é a nossa pobreza de amor. O livro dos Provérbios elogia uma mulher diligente e caritativa, cujo valor é superior ao das pérolas: devemos imitar esta mulher que, como diz o texto, ‘abre a mão ao indigente’ (Prv 31, 20). Em vez de exigir o que te falta, estende a mão a quem passa necessidade: assim multiplicarás os talentos que recebeste.”

A graça de ver Jesus nos pobres

No final da parábola ou no fim da vida e “do espetáculo”, como disse o Papa citando São João Crisóstomo, será retirada “a máscara da riqueza e da pobreza”, será desvendada a realidade do poder e do dinheiro ou das obras do amor e da doação. “Se não queremos viver pobremente, peçamos a graça de ver Jesus nos pobres, servi-Lo nos pobres”, comentou Francisco, que finalizou a homilia trazendo o exemplo dos servos fiéis de Deus de que não se fala, como no Padre Roberto Malgesini, assassinado em 15 de setembro deste ano por um dos pobres que servia:

“Este padre não fazia teorias; simplesmente, via Jesus no pobre; e o sentido da vida, em servir. Enxugava lágrimas com mansidão, em nome de Deus que consola. O início do seu dia era a oração, para acolher o dom de Deus; o centro do dia, a caridade para fazer frutificar o amor recebido; no final, um claro testemunho do Evangelho. Este homem compreendera que devia estender a sua mão aos inúmeros pobres que encontrava diariamente, porque em cada um deles via Jesus. Irmãos e irmãs, peçamos a graça de sermos cristãos não em palavras, mas em obras... para dar fruto, como Jesus deseja.”

NOTA: Se estiver a utilizar o seu TELEMÓVEL, o acesso ao VIDEO contido nesta página, apenas será possível, seguindo a informação apresentada AQUI

Vatican News

sábado, 14 de novembro de 2020

INFORMAÇÃO

 


Dia Mundial dos Pobres: missa com o Papa será transmitida ao vivo neste domingo

 A celebração eucarística dos pobres com o Papa, em 2017

A data foi instituída pelo Papa Francisco no final do Jubileu Extraordinário da Misericórdia para ser celebrada sempre no XXXIII Domingo do Tempo Comum. Neste domingo (15), portanto, o Papa Francisco preside a missa em direto da Basílica de São Pedro. Para a cerimónia, e respeitando as medidas de segurança impostas pelas autoridades sanitárias devido ao agravamento da pandemia de Covid-19, 100 pessoas estarão presentes para representar os pobres do mundo inteiro. Começa às 10h na Itália, 9h no Horário de Portugal, com comentários em português.

Andressa Collet, Adriana Masotti - Vatican News

O Papa Francisco lançou um tuíte na sua conta oficial em português neste sábado (14), véspera de Dia Mundial dos Pobres. Diz a mensagem: “a bênção do Senhor desce sobre nós e a oração alcança o seu objetivo, quando elas são acompanhadas pelo serviço dos pobres”. A reflexão do Pontífice foi extraída da mensagem divulgada para a data que tem como tema “Estende a tua mão ao pobre” (Sir 7,32) e ainda afirma:

“Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas!”

Dia Mundial dos Pobres durante a pandemia

De facto, o Dia Mundial dos Pobres deste ano, na sua quarta edição, será celebrado neste domingo (15) mas de uma maneira diversa em relação aos outros anos, devido à Covid-19. O Papa Francisco vai presidir a missa em direto da Basílica de São Pedro, com transmissão ao vivo do Vatican News às 10h na Itália, 9h no Horário de Portugal, com comentários em português. Para a cerimónia, e respeitando as medidas de segurança impostas pelas autoridades sanitárias devido ao agravamento da pandemia da Covid-19, 100 pessoas estarão presentes para representar os pobres do mundo inteiro.

A pandemia, porém, não impede a caridade do Papa: de facto, para a ocasião, foi criada uma rede de solidariedade para levar alimentos, máscaras de proteção e apoio a milhares de famílias em cerca de 60 paróquias de Roma e instituições de caridade. Além disto, no ambulatório administrado pela Esmolaria Apostólica na Praça de São Pedro, pessoas carentes podem fazer o teste para a Covid-19.

Uma história de caridade e beleza

 O almoço comunitário do Papa com os pobres em 2018

odos os ano, o Dia Mundial dos Pobres, procura ajudar as comunidades a refletir sobre como a pobreza está no coração do Evangelho, disse o Papa, ao instituir a data ao final do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Na primeira edição, em 2017, cerca de 40 mil indigentes provenientes de Roma e de toda a região do Lazio, além de diversas dioceses do mundo, participaram da missa na Basílica de São Pedro. No final, 1500 deles participaram também no almoço com o Papam realizado na Sala Paulo VI.

Na segunda edição, em 2018, Francisco presidiu a missa e voltou a almoçar com os pobres. Contemporaneamente, em muitas paróquias, centros de voluntariado e escolas, o almoço também foi oferecido aos mais necessitados. Era uma resposta ao convite do Papa feito na mensagem daquele ano, quando pedia para “dar um sinal de proximidade” aos carentes através de ações concretas de solidariedade.

Já no ano passado, na terceira edição, uma plateia de 7 mil indigentes participou num concerto no Vaticano. Segundo o próprio Papa Francisco, um concerto para semear alegria: “a semente vai permanecer na alma de todos e fará muito bem a todos", disse Francisco por ocasião da primeira edição do ‘Concerto para e com os pobres’, de maio de 2015.

Para o Papa, de facto, os pobres têm direito não somente às necessidades básicas, mas também à harmonia e beleza como pode ser, precisamente, ouvir o som de uma orquestra, assistir a um espetáculo de circo ou fazer uma viagem para ver o mar. Todas estas iniciativas nas quais, nos últimos anos, muitos pessoas carentes puderam participar graças ao próprio Papa Francisco que ajudou a redescobrir uma nova dignidade.

Vatican News

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

IDFC - Curso online sobre a Encíclica ‘Laudato si’” tem mais de 450 inscritos

 

O curso "Laudato Si' – Tudo está interligado” é gratuito, funciona em regime e-learning e é organizado pelo Centro de Formação a Distância do Instituto Diocesano da Formação Cristã do Patriarcado de Lisboa (IDFC) em parceria com a Rede Cuidar da Casa Comum.
Segundo o IDFC, este curso registou 450 inscritos, começou no passado dia 9 de novembro e irá durar até 15 de fevereiro. Uma vez que o regime formativo é em e-learning assíncrono – ou seja, não é necessária a assistência em direto –, os alunos podem consultar, a qualquer momento, os conteúdos de cada unidade que vão ficando disponíveis às 18h30 de cada segunda-feira. A inscrição também pode ser feita a qualquer momento, durante a realização do curso.

“A carta encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco é uma oportunidade única para unir forças, capacidades e vontades em torno de um tema urgente para todos, crentes e não crentes: o cuidado da nossa Casa Comum”, lê-se no documento de apresentação do curso que surge no ano dedicado, pelo Papa Francisco, à Encíclica Laudato Si’.
Segundo a organização, este curso tem como objetivo “contribuir para um maior conhecimento deste documento da Igreja” dando a conhecê-lo, realçando os “temas mais importantes desta obra da Doutrina Social da Igreja” e promovendo “o diálogo e o aprofundamento sobre as questões fundamentais do nosso tempo para a concretização na realidade de uma ecologia integral”.

Mais informações:

Patriarcado de Lisboa