domingo, 7 de março de 2021

Domingo III da Quaresma - “A caridade não tem tempo nem espaço”

 

 

Neste Domingo III da Quaresma, dia em que se assinala a conclusão da Semana Nacional Cáritas, o Cardeal-Patriarca de Lisboa saudou os voluntários desta organização da Igreja Católica e apelou ao contributo de todos no apoio à rede Cáritas em todo o país. 

Neste Domingo, o Cardeal-Patriarca de Lisboa assinalou a importância da Cáritas na resposta às consequências da pandemia e pediu aos cristãos uma “caridade ativa” para que seja possível continuar a chegar ajuda “onde precisa de chegar e onde as atuais circunstâncias tanto a exigem”. “A caridade não tem tempo nem espaço”, sublinhou D. Manuel Clemente, lembrando que a Renúncia Quaresmal, no Patriarcado de Lisboa, se destina à Cáritas Diocesana.
Na Missa que foi transmitida esta manhã, pela TVI, a partir da Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, no Parque das Nações, o Cardeal-Patriarca começou a homilia por refletir sobre os 10 mandamentos, escutados na primeira leitura da celebração, e incentivou os fiéis a “sabê-los de cor, quer dizer, no coração”. Em tempo de Quaresma, os mandamentos “são uma boa pauta de leitura”, declarou. “A mim, ajudam-me muito... Quando começo a detalhá-los, um por um, começo a encontrar muitas coisas em relação às quais me tenho de converter mais e melhor”, partilhou. “Quem não os aprendeu antes, na catequese, aprenda-os agora, que é fácil e acessível, e veja a sua vida a essa luz. Há sempre caminho para andar”, incentivou D. Manuel Clemente.

“Caminho de esperança e de ressurreição”
Na sua intervenção, o Cardeal-Patriarca destacou a importância da viagem do Papa Francisco ao Iraque, que decorre até esta segunda-feira. “O Papa foi ao Iraque, precisamente aí, onde a cruz é mais dura, e tão dura para aqueles poucos cristãos que lá sobram e homens e mulheres que lá estão e que têm sido tão afligidos ao longo de décadas. Foi exatamente aí, na cruz do mundo, que o Papa se quis encontrar nesta Quaresma, com aquela população tão trucidada, para que, nessa cruz, se manifeste o poder de Deus e a Sua capacidade infinita de no mais profundo da dor humana, abrir um caminho de esperança e de ressurreição, já!”, sublinhou D. Manuel Clemente.

“Pretendemos ser intermediários eficientes”
No final da celebração, o presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa apelou à contribuição de todos, numa semana onde não foi possível realizar o tradicional peditório de rua, em todo o país. “A Cáritas, para a sua ação, necessita das dádivas de todas as pessoas de boa vontade, desde logo, os católicos, pois é com esses donativos que pode cumprir o seu serviço. Pretendemos ser uns intermediários eficientes entre os que doam e os que necessitam”, salientou o Almirante Luís Macieira Fragoso.
Este responsável destacou ainda a importância da “proximidade” com as comunidades paroquiais para o exercício da caridade. “A Cáritas de Lisboa exerce a sua ação caritativa apoiando as paróquias, capacitando-as através de apoios financeiros, mas também promovendo a formação dos voluntários para que a sua ação se enquadre no melhor espírito cristão e para que possam exercer a sua atividade sócio caritativa, de forma esclarecida e eficaz”, frisou.

Renúncia Quaresmal
Como foi referido nesta celebração, o Patriarcado de Lisboa vai destinar o valor da Renúncia Quaresmal, deste ano, à Cáritas de Lisboa. A entrega da renúncia pode ser feita diretamente ou através da paróquia, até ao próximo dia 11 de abril, para o IBAN PT50003300004544795746905.

Patriarcado de  Lisboa

sábado, 6 de março de 2021

Papa na Missa em Bagdad: “Sois testemunhas vivendo as bem-aventuranças”

 
 Papa Francisco 
 
 
O Papa Francisco presidiu neste sábado (06/03) a Santa Missa na Catedral Caldeia de São José, em Bagdad. Na sua homilia disse: “Não devemos esquecer que, com Jesus, somos bem-aventurados e testemunhas que, vivendo as Bem-aventuranças, ajudamos Deus a realizar as suas promessas de paz”.

 

Jane Nogara - Vatican News

Depois do encontro com os líderes religiosos na cidade de Ur, terra de Abraão, o Papa Francisco voltou a Bagdad e presidiu neste sábado (06/03) a Santa Missa na Catedral Caldeia de São José. Na sua primeira homilia no Iraque, o Papa falou sobre a sabedoria, o testemunho e as promessas.

Francisco iniciou afirmando que a “a sabedoria foi cultivada nestas terras desde os tempos muito antigos. E comenta que com o livro da Sabedoria aprendemos uma perspetiva invertida sobre os privilegiados pela sabedoria: “Para o mundo, quem tem menos é descartado e quem tem mais é privilegiado; para Deus, não: quem tem mais poder é sujeito a um exame rigoroso, enquanto os últimos são os privilegiados de Deus”.

As Bem-aventuranças

E continuou: “Jesus, a Sabedoria em pessoa, completa esta inversão no Evangelho: não num momento qualquer, mas no início do primeiro discurso, com as Bem-aventuranças”. E explica que a inversão é total pois os pobres, os que choram, os perseguidos são declarados bem-aventurados. Explicando:

“Para Deus não é maior quem tem, mas quem é pobre em espírito; não quem pode tudo sobre os outros, mas quem é manso com todos; não quem é aclamado pelas multidões, mas quem é misericordioso com o irmão”

O amor é a nossa força

“A proposta de Jesus é sapiente, porque o amor, que é o coração das Bem-aventuranças, embora pareça frágil aos olhos do mundo, na realidade vence". “O amor é a nossa força, a força de tantos irmãos e irmãs que também aqui foram vítimas de preconceitos e ofensas, sofreram maus tratos e perseguições pelo nome de Jesus”. Concluindo o pensamento o Papa explica que enquanto a glória e vaidade no mundo passam, o amor permanece.

Viver as bem-aventuranças

“Mas como se vivem as Bem-aventuranças?” Questionou o Papa, explicando que simplesmente “exigem o testemunho diário”.

“Para se tornar bem-aventurado, não é preciso ser herói de vez em quando, mas testemunha todos os dias. O testemunho é o caminho para encarnar a sabedoria de Jesus. É assim que se muda o mundo: não com o poder nem com a força, mas com as Bem-aventuranças”

Testemunhar o amor de Jesus, como descreve São Paulo, em primeiro lugar é considerar que ‘a caridade é paciente’. Trata-se de um termo que exprime, na Bíblia, a paciência de Deus. Francisco esclarece que o homem ao longo da história continuou a trair a aliança pelas suas fraquezas, mas o Senhor nunca o abandonou, permaneceu sempre fiel, perdoou, recomeçou.

“A paciência de recomeçar sempre é a primeira qualidade do amor, porque o amor não se indigna, mas recomeça sempre”

“Quem ama não se fecha em si mesmo, quando as coisas correm mal, mas responde ao mal com o bem, lembrando-se da sabedoria vitoriosa da cruz” .

Força humilde do amor

Finalizando o seu pensamento sobre a sabedoria e testemunho o Papa orientou: “Como reajo eu às situações funestas? À vista das adversidades, apresentam-se sempre duas tentações. A primeira é a fuga: fugir, virar as costas, desinteressar-se. A segunda é reagir, como irritados, com a força”. E pondera:

“Nem a fuga nem a espada resolveram coisa alguma. Ao contrário, Jesus mudou a história. Como? Com a força humilde do amor, com o seu paciente testemunho. O mesmo somos nós chamados a fazer; assim Deus realiza as suas promessas”

Na segunda parte da sua homilia falou sobre as promessas:

“A sabedoria de Jesus, encarnada nas Bem-aventuranças, pede o testemunho e oferece a recompensa, contida nas promessas divinas. De facto, vemos que a cada Bem-aventurança segue uma promessa: quem as vive terá o reino dos céus, será consolado, saciado, verá Deus”.

Promessas através das nossas fraquezas

Mas como se realizam? O Papa respondeu: “Através das nossas fraquezas. Deus faz bem-aventurados aqueles que percorrem até ao fim o caminho da sua pobreza interior. Esta é a estrada; não há outra. Citando exemplos de Abraão, Moisés, Maria e Pedro que viveram a promessa através das nossas fraquezas e foram bem-aventurados. afirmou o Pontífice:

“Às vezes, queridos irmãos e irmãs, podemo-nos sentir incapazes, inúteis. Não lhe demos crédito, pois Deus quer fazer maravilhas precisamente através das nossas fraquezas”.  “É certo que somos provados, muitas vezes caímos, mas não devemos esquecer que, com Jesus, somos bem-aventurados".

As bem-aventuranças são para todos

Por fim o Papa concluiu: “Querida irmã, querido irmão, talvez olhes para as tuas mãos e te pareçam vazias, talvez sintas insinuar-se no coração a desconfiança e penses que a vida é injusta contigo. Se tal suceder, não temas! As Bem-aventuranças são para ti, para ti que estás na aflição, com fome e sede de justiça, perseguido”.

“Aqui, onde na antiguidade surgiu a sabedoria, nestes tempos levantaram-se tantas testemunhas, muitas vezes transcuradas nos noticiários mas preciosas aos olhos de Deus; testemunhas que, vivendo as Bem-aventuranças, ajudam Deus a realizar as suas promessas de paz”

Vatican News

O Papa na terra de Abraão: terrorismo trai a religião. A paz não exige vencedores nem vencidos

 
 Encontro Inter-religiosi em Ur 
 
 
Na cidade de Ur, Francisco reúne-se com líderes religiosos para uma mensagem comum de paz: "Quem acredita em Deus não tem inimigos para combater". A verdadeira religiosidade é adorar a Deus e amar o próximo.

 

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

Na terra de Abraão, na planície de Ur, realizou-se na manhã deste sábado um dos eventos mais aguardados da viagem do Papa Francisco ao Iraque.

Judeus, cristãos, muçulmanos e representantes de outras religiões reuniram-se para rezar e regressar aos primórdios da obra de Deus junto da humanidade. A cidade, de facto, é citada na Bíblia e é indicada como o local de nascimento de Abraão e onde o Patriarca das religiões monoteístas falou pela primeira vez com o Criador.

Depois de ouvir cantos, e o testemunho de homens e mulheres, o Pontífice pronunciou um discurso que mais parece uma poesia, que remete ao diálogo narrado no Livro do Génesis, quando Deus pediu a Abraão que levantasse os olhos para o céu e contasse as estrelas.

A nossa primeira função é esta, disse o Papa: ajudar os nossos irmãos e irmãs a elevarem o olhar e a oração para o Céu.

“Erguemos os olhos ao Céu para nos elevarmos das torpezas da vaidade; servimos a Deus, para sair da escravidão do próprio eu, porque Deus nos impele a amar. Esta é a verdadeira religiosidade: adorar a Deus e amar o próximo.”

Traições da religião

Uma característica de Deus que Francisco continuamente ressalta é a misericórdia de Deus, portanto “a ofensa mais blasfema é profanar o seu nome odiando o irmão”.

“Hostilidade, extremismo e violência não nascem dum ânimo religioso: são traições da religião. E nós, crentes, não podemos ficar calados, quando o terrorismo abusa da religião. Antes, cabe a nós dissipar com clareza os mal-entendidos. Não permitamos que a luz do Céu seja ocultada pelas nuvens do ódio!”

O Pontífice rezou por todas as vítimas do terrorismo, citando mais uma vez – como fez no discurso às autoridades – a comunidade yazidi.

“O Céu não se cansou da terra: Deus ama cada povo, cada uma das suas filhas e cada um dos seus filhos! Nunca nos cansemos de olhar para o céu, de olhar para estas estrelas.”

Deus não é contra ninguém, mas é por todos

Mas é da terra que se olha para o céu e é aqui que somos chamados a percorrer juntos sendas de paz. Não nos salvará a idolatria do dinheiro nem o consumismo, mas somente a partilha e o acolhimento. Não haverá paz enquanto se olhar os outros como um "eles", e não como um "nós".

Uma antiga profecia diz que os povos "transformarão as suas espadas em grelhas de arados, e as suas lanças, em foices" (Is 2, 4). Esta profecia não se realizou; antes, espadas e lanças tornaram-se mísseis e bombas. E a vizinha Síria é um exemplo disto.

O caminho para a paz, apontou Francisco, começa na renúncia a ter inimigos. “Quem tem a coragem de olhar as estrelas, quem acredita em Deus, não tem inimigos para combater.” Deus não pode ser contra ninguém, mas por todos.

“Cabe a nós instar fortemente os responsáveis das nações para que a proliferação crescente de armas ceda o lugar à distribuição de alimentos para todos.” A vida humana vale pelo que é e não pelo que tem, recordou o Pontífice, que concluiu reafirmando um propósito:

“Nós, irmãos e irmãs de diversas religiões, encontram-mo-nos aqui, em casa, e a partir daqui, juntos, queremos empenhar-mo-nos para que se realize o sonho de Deus: que a família humana se torne hospitaleira e acolhedora para com todos os seus filhos; que, olhando o mesmo céu, caminhem em paz sobre a mesma terra.”

Vatican News

quarta-feira, 3 de março de 2021

Presidente da Cáritas de Lisboa alerta para «enorme impacto» da crise

 

 

O presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa disse à Agência Ecclesia que a pandemia teve “um impacto enorme” na população portuguesa, alertando para o número de pessoas que “perderam o seu rendimento”. “A pandemia assaltou pessoas que nunca imaginaram estar sujeitas a esta situação de total perda de rendimento”, referiu o almirante Luís Fragoso, em entrevista.

 

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03 de Março de 2021
Semana Cáritas
Presidente da Cáritas de Lisboa alerta para «enorme impacto» da crise

O presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa disse à Agência Ecclesia que a pandemia teve “um impacto enorme” na população portuguesa, alertando para o número de pessoas que “perderam o seu rendimento”. “A pandemia assaltou pessoas que nunca imaginaram estar sujeitas a esta situação de total perda de rendimento”, referiu o almirante Luís Fragoso, em entrevista.

Segundo o responsável, as pessoas que estavam envolvidas “no processo de combate à fome” tinham a situação controlada, mas a Covid-19 trouxe uma “explosão nesta área básica, que é a alimentação”. Para além da alimentação, a Cáritas Diocesana de Lisboa também ajuda nas despesas da habitação. “Temos apoiado muito as paróquias para que possam chegar estes auxílios a quem necessita”, realça o almirante Luís Fragoso.

A Cáritas Diocesana de Lisboa ainda não tem constituída a sua rede em todas as paróquias do Patriarcado, mas o seu presidente realça que esse é o “grande objetivo”. “Quem está no terreno da ação caritativa da Igreja são as paróquias e as comunidades paroquiais”, acrescenta.

O Patriarcado de Lisboa vai destinar o valor da renúncia quaresmal deste ano à Cáritas Diocesana, procurando que a instituição possa “continuar a socorrer os mais vulneráveis”, informação comunicada pelo vigário-geral da diocese, cónego Francisco Tito, numa carta enviada ao clero. “As consequências gravosas desta pandemia, na economia de tantas famílias, apelam que o destino da nossa Renúncia desta Quaresma seja para a Cáritas Diocesana de Lisboa poder continuar a socorrer os mais vulneráveis”, refere a missiva.

Para o almirante Luís Fragoso, o “objetivo primeiro da Cáritas é que a ajuda chegue a quem necessita”, desejando que os voluntários que estão nas paróquias desenvolvam a sua ação “num espírito cristão”. Nesta linha, o organismo do Patriarcado de Lisboa realiza ações formativas, essencialmente em “Doutrina Social da Igreja, Eclesiologia e também aspetos técnicos de ação social”. Através da sua rede capilar, a Cáritas pretende ser o “braço da caridade do bispo”, acrescenta.

A Cáritas Portuguesa está a celebrar, desde este domingo até 7 de março, a sua semana nacional, este ano com atenção reforçada aos efeitos da pandemia e um peditório online, destinado às respostas solidárias da organização católica.

A iniciativa assinala, em 2021, os 65 anos da organização católica, com o tema ‘Cáritas, o amor que transforma’.

Ecclesia

Papa pede orações pela viagem ao Iraque: povo não pode ser desapontado uma segunda vez

 

 Segurança armado caminha perto de um póster do Papa Francisco, em Bagdá, alusivo
à sua viagem ao Iraque,   (AFP or licensors) 

 
O Papa Francisco realizará o desejo de São João Paulo II que não pode ser concretizado: visitar o Iraque. O Pontífice polaco tinha a intenção de realizar uma peregrinação à terra de Abraão, durante o Grande Jubileu do Ano 2000.
 

Jackson Erpen - Vatican News

Na Audiência Geral desta quarta-feira o Papa Francisco pediu orações para que a sua viagem ao Iraque possa ser realizada como o programado, evitando assim que o povo iraquiano seja desapontado segunda vez, visto a proibição de São João Paulo II visitar o país, como era o seu desejo:

Depois de amanhã, se Deus quiser, irei ao Iraque para uma peregrinação de três dias. Há algum tempo que desejo encontrar aquele povo que tanto sofreu; encontrar aquela Igreja mártir na terra de Abraão. Junto com outros líderes religiosos, também daremos outro passo em frente na fraternidade entre os crentes. Peço-vos para acompanhar com a oração esta Viagem Apostólica, para que possa ser realizada da melhor forma e dê os frutos esperados. O povo iraquiano espera-nos; esperava S. João Paulo II, que foi proibido de a realizar. Não se pode desapontar um povo pela segunda vez. Oremos para que esta viagem possa ser bem feita.

A Viagem Apostólica ao Iraque é uma das mais importantes e complexas do Pontificado do Papa Francisco, envolvendo também questões de segurança e com a adoção de todos os cuidados para evitar contágios com a Covid-19. 

"Sois todos irmãos", é o lema desta viagem, que é uma “viagem de fraternidade” aberta a todos, onde Francisco quer mostrar a sua proximidade especialmente às comunidades cristãs perseguidas, com as visitas a Mosul, Qaraqosh e Erbil, no Curdistão iraquiano.

Um dos pontos-altos da viagem será a visita a Ur, terra de Abraão, local símbolo para as três religiões monoteístas, onde será realizado o encontro inter-religioso que pretende reunir representantes de todas as religiões presentes no Iraque: cristãos de diversas denominações, muçulmanos xiitas e sunitas, judeus, yazidis, zoroastristas, entre outros.

São João Paulo II tinha expresso o desejo de poder visitar Ur no Ano Santo de 2000, intenção esta manifestada na "Carta sobre as peregrinações aos lugares ligados à história da salvação", de 29 de junho de 1999. A peregrinação acabou por não see realizada devido à guerra e às dificuldades nos preparativos, com Saddam Hussein. Assim, Francisco realizará este desejo não concretizado pelo Pontífice polaco, passando a ser o primeiro Papa a visitar Ur, e o Iraque.

Em junho de 2019, o Papa Francisco tinha anunciado o seu desejo de visitar o país em 2020 durante a Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO): “Um pensamento insistente acompanha-me, refletindo sobre o Iraque — onde tenho vontade de ir no próximo ano — para que possa olhar em frente através da participação pacífica e partilhada na construção do bem comum de todos os componentes da sociedade, até religiosos, e não volte a cair em tensões que derivam dos conflitos nunca resolvidos das potências regionais”.  No entanto, a pandemia de Covid-19 forçou uma alteração no plano inicial. Já em dezembro de 2020, Francisco confirmou a viagem que terá início na próxima sexta-feira.

Vatican News

"À Quinta Acontece!"

 

 

Dia 4... Um novo tema, um novo convidado, uma nova partilha!!!


Palavra-Passe: Be0Wb3

Paróquia de Alenquer

segunda-feira, 1 de março de 2021

JDJ vai decorrer online e desafia, desde já, os jovens

 

 

A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), marcada para o dia 21 de março, Domingo, vai decorrer online, devido à pandemia, e conta com a participação do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. Até lá, todos os jovens foram convidados a participar na campanha #rememberjdj.

Esta iniciativa vai decorrer no Domingo V da Quaresma, entre as 15h00 e as 17h00. “Teremos uma catequese do itinerário ‘Rise Up’ com o Senhor Patriarca, por Zoom”, revela uma carta do Serviço da Juventude, enviada esta segunda-feira, 1 de março, aos padres da diocese. “Nos próximos dias”, serão dadas “informações mais precisas de como os jovens e os padres da nossa diocese podem participar” neste que é “o grande encontro dos jovens da nossa diocese com o Senhor Patriarca”, recorda a missiva. 
O Serviço da Juventude deseja que este momento seja “dinâmico e interativo, com música, grupos de partilha e oração”. “Com esta tarde, procuramos que os jovens de toda a diocese se encontrem uns com os outros e que, todos juntos, nos encontremos com o Senhor Patriarca”, ambiciona a organização. 

Desafio #rememberjdj
A missiva enviada ao clero recorda “a alegria e a importância” das jornadas diocesanas da juventude, que decorreram, até agora, presencialmente, e convida os jovens a participar na campanha #rememberjdj. “Pedimos que incentivem os jovens a: procurar e selecionar fotos e/ou vídeos que tenham, sozinhos ou em grupo, das jornadas diocesanas da juventude em que participaram; enviem as fotos/vídeos para a equipa do Serviço da Juventude (juventude@patriarcado-lisboa.pt). Posteriormente a equipa do Serviço da Juventude partilhará essas fotos/vídeos nas suas redes sociais. Todos podem também partilhar os vídeos/fotos que tenham nas suas redes com o hashtag #rememberjdj”, convida este serviço diocesano. “Apelamos, fortemente, à vossa participação e de todos os jovens que acompanham, tanto na catequese como nesta campanha”, termina a nota.

Jornal Voz da Verdade