domingo, 14 de novembro de 2021

Receção da Cruz da JMJ 2023, em Ota

 


Para aceder às imagens

clique AQUI

 

Papa: levemos aos pobres a esperança com ternura, sem os julgar

 
 
 
O Papa Francisco pede, a nós cristãos, que sejamos “construtores incansáveis de esperança; luz enquanto o sol se obscurece; testemunhas de compaixão enquanto ao redor reina a distração; presenças atentas na indiferença generalizada”. Homilia da Santa Missa celebrada por ocasião do 5° Dia Mundial dos Pobres neste domingo 14 de novembro 
 

Jane Nogara - Vatican News

Neste domingo (14/11) em que a Igreja celebra o 5° Dia Mundial dos Pobres, na homilia da Santa Missa celebrada na Basílica de São Pedro o Papa Francisco falou sobre as imagens utilizadas por Jesus para nos dar esperança. Depois de falar sobre o Evangelho de Marcos (13, 24-28) no qual se recorda que “da total obscuridade, há-de vir o Filho do Homem” disse:

“Deste modo o Evangelho ajuda-nos a ler a história, captando dois aspetos dela: a dor de hoje e a esperança de amanhã. Por um lado, evocam-se todas as dolorosas contradições em que a realidade humana vive imersa em cada tempo; por outro, há o futuro de salvação que a espera, isto é, o encontro com o Senhor que vem para nos libertar de todo o mal”.

A dor e a esperança

Seguidamente comentou dois desses aspetos, “com o olhar de Jesus”. Com relação ao primeiro aspeto comentou a dor de hoje. "Vivemos numa história marcada por tribulações, violências, sofrimentos e injustiças” e afirmou:

“O Dia Mundial dos Pobres que estamos a celebrar, pede-nos que não viremos o rosto para o outro lado, não tenhamos medo de olhar de perto o sofrimento dos mais frágeis. Para eles o sol frequentemente é obscurecido pela solidão, a lua das suas expetativas apaga-se e os sonhos caem na resignação e acaba abalada a própria existência. Tudo isto por causa da pobreza a que muitas vezes se veem constrangidos, vítimas da injustiça e da desigualdade duma sociedade do descarte, que corre apressada sem os ver e, sem escrúpulos, os abandona ao seu destino”.

Porém, disse Francisco:

“Em contrapartida, existe o segundo aspeto: a esperança do amanhã. Jesus quer abrir-nos à esperança, arrancar-nos da angústia e do medo à vista da dor do mundo. Para isso assegura-nos: ao mesmo tempo que o sol se obscurece e tudo parece cair é precisamente quando Ele Se faz nosso vizinho”.

Porque, “a salvação de Deus não é só uma promessa reservada para o Além, mas cresce já agora dentro da nossa história ferida, abre caminho por entre as opressões e injustiças do mundo”.

O que Jesus nos pede, a nós cristãos?

Neste ponto o Papa perguntou o que se pede, a nós cristãos? E como resposta disse: “Nutrir a esperança do amanhã, curando a dor de hoje”. De facto, explicou, a esperança que nasce do Evangelho não consiste em esperar passivamente por um amanhã em que as coisas hão de correr melhor, mas em tornar hoje concreta a promessa de salvação de Deus: hoje, cada dia...

“A nós, é-nos pedido isto: ser, entre as ruínas quotidianas do mundo, construtores incansáveis de esperança; ser luz enquanto o sol se obscurece; ser testemunhas de compaixão enquanto ao redor reina a distração; ser presenças atentas na indiferença generalizada”.

“Compete-nos”, disse ainda “especialmente a nós cristãos, organizar a esperança, traduzi-la diariamente em vida concreta nas relações humanas, no compromisso sociopolítico”.

Agir concretamente pelo bem

A partir da imagem simples que Jesus oferece a de folhas que desabrocham sem fazer ruído e estas folhas aparecem quando o ramo se torna tenro Francisco afirmou que aqui está a palavra que faz germinar a esperança no mundo e alivia a dor dos pobres: a ternura. Depende de nós superar o fechamento, a rigidez interior e deixar de pensar apenas nos nossos problemas.

“Jesus quer-nos ‘conversores de bem’: pessoas que, imersas no ar pesado que todos respiram, respondem ao mal com o bem (cf. Rm 12, 21). Pessoas que agem: partilham o pão com os famintos, trabalham pela justiça, elevam os pobres e devolvem-lhes a sua dignidade”.

Por fim encorajou todos com as palavras de Lucas: “Coragem, o Senhor está próximo! Também para ti há um verão que desabrocha no coração do inverno. Mesmo da tua dor, pode ressurgir a esperança”. Concluindo, Francisco disse: “Levemos ao mundo este olhar de esperança. Levemo-lo com ternura aos pobres, sem os julgar. Porque lá, junto deles, está Jesus; porque lá, neles, está Jesus, que nos espera”.

Vatican News

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

A Cruz do COD das JMJ, em Ota

 

Equipa VIDA

E no dia 14 de Novembro a Cruz do COD das JMJ rumará até à Paróquia de Ota!
Somos todos chamados a participar neste dia... Junta-te a nós!!
 

Equipa VIDA

ACOMPANHAR MARIA NO NOVO TESTAMENTO

   

   
 
 

Para entrar em cada reunião Zoom:

https://zoom.us/j/6429275371?pwd=aW01STBSMjNLaXNmN21HRW1zNXNudz09

ID da reunião: 642 927 5371
Senha de acesso: 1234

 

 

14 DE OUTUBRO – Partilha de Expectativas. Apresentação do Programa. Introdução ao Estudo do Novo Testamento.

 

21 DE OUTUBRO – O Mundo Judaico no Tempo de Jesus e de Maria.

 

28 DE OUTUBRO – A Vida na Igreja nascente: a expansão do Cristianismo pelo mundo; o Concílio de Jerusalém; a hostilidade do mundo em geral (comunidade judaica e sociedade romana; a defesa da verdade).

 

4 DE NOVEMBRO – Os Escritos Paulinos (os escritos neotestamentários mais antigos). “Nascido de uma mulher” (Primeiros Passos sobre Maria).

 

11 DE NOVEMBRO – Os Evangelhos. A Questão Sinótica. O Evangelho segundo São Marcos (o autor, o destinatário, o texto).

 

 

25 DE NOVEMBRO – O Evangelho segundo São Marcos (o primeiro Evangelho redigido e as suas afirmações acerca de Maria).

 

2 DE DEZEMBRO – O Evangelho segundo São Mateus (a autoria, o destinatário, o texto); 

 

9 DE DEZEMBRO – O Evangelho segundo São Mateus (Maria e a novidade de um Evangelho de Infância; edificação do Reino por palavras e obras; a Paixão e os relatos pascais; envio dos discípulos);

 

16 DE DEZEMBRO – A Obra Lucana (a autoria, o destinatário, o texto; o Evangelho de Infância e o papel proeminente de Maria);

 

27 DE JANEIRO – O Apocalipse - a resposta a um contexto histórico; a simbologia; as Cartas às Sete Igrejas; as Visões Proféticas (Maria e a mulher do Apocalipse; o Epílogo). 

 

3 DE FEVEREIRO – Alguns aspetos históricos e dogmáticos sobre a presença de Maria na Igreja. Balanço final.


Papa Francisco aos pobres em Assis: "Esperança e resistência partilhadas"

 
 Dia Mundial dos Pobres, em Assis 
 
“É tempo de ser restituída a palavra aos pobres, porque durante demasiado tempo os seus pedidos não foram ouvidos”. Palavras de Francisco aos pobres em Assis nesta sexta-feira, 12 de novembro, recordando-lhes a manutenção da esperança e a resistência e que estas devem ser partilhadas 
 

Jane Nogara - Vatican News

Por ocasião do Encontro de oração e testemunho da quinta edição do Dia Mundial dos Pobres o Papa Francisco foi a Assis nesta sexta-feira, 12 de novembro. Depois de ouvir os testemunhos de alguns presentes e do momento especial de oração o Papa dirigiu algumas palavras aos presentes.

Francisco iniciou agradecendo a presença de todos em Assis e recordando que a cidade de Assis “tem impresso o rosto de S. Francisco” que recebeu o chamamento para viver o Evangelho à letra. E disse que muito embora a sua santidade de alguma forma assusta-nos porque parece impossível imitá-la, devemos recordar certos momentos da sua vida que valem mais do que os sermões. E falou dos pequenos sacrifícios os “fioretti” que o Santo fazia, que foram reunidos para mostrar a beleza da sua vocação: “somos atraídos por esta simplicidade de coração e de vida: é a própria atração de Cristo, do Evangelho”. O Papa recordou uma dessas passagens quando Francisco, vivendo na pobreza extrema conseguia alguma coisa para comer embora fosse pouca, considerava-a sempre como “um tesouro do qual não se sentia digno”, e dizia:

“É precisamente isto que considero um grande tesouro, porque não há nada, mas o que temos foi-nos dado pela Providência (...) Este é o ensinamento que S. Francisco nos dá: sabermo-nos contentar com o pouco que temos e partilhá-lo com os outros”

Homens e mulheres pedras vivas da Igreja

Ao recordar que o encontro se realizava na Porciúncula, uma das pequenas igrejas que S. Francisco pensou em restaurar, o Papa disse: “Ele nunca teria pensado que o Senhor lhe pedisse para dar a sua vida para renovar não a igreja feita de pedras, mas a de pessoas, de homens e mulheres que são as pedras vivas da Igreja. E se estamos aqui hoje é precisamente para aprender com o que S. Francisco fez”.

Marginalização espiritual

S. Francisco “passava muito tempo nesta pequena igreja a rezar”, continuou o Papa, “recolhia-se aqui em silêncio e escutava o Senhor, o que Deus queria dele. Também nós viemos aqui para isto: queremos pedir ao Senhor que ouça o nosso grito e venha em nosso auxílio. Não esqueçamos que a primeira marginalização de que os pobres sofrem é espiritual”. O Papa recordou e agradeceu a todos os que ajudam os pobres, e disse que fica muito feliz quando “as pessoas param para falar e às vezes rezar com eles”.

Seguidamente falou do acolhimento.

“Acolher significa abrir a porta, a porta da casa e a porta do coração, e permitir àqueles que batem à porta de entrada. E que possam sentir-se à vontade, sem medo. Onde existe um verdadeiro sentido de fraternidade, existe também a experiência sincera de acolhimento”

A fraqueza pode tornar-se uma força que melhora o mundo

Neste ponto do discurso o Papa falou sobre o encontro.

“Encontrarmo-nos é a primeira coisa, ou seja, ir ao encontro dos outros com o coração aberto e a mão estendida. Saber que cada um de nós precisa do outro, e mesmo a fraqueza, se experimentada em conjunto, pode tornar-se uma força que melhora o mundo”

O Pontífice continuou, abordando a questão dos que afirmam que os responsáveis pela pobreza são os pobres.... além da “hipocrisia dos que querem enriquecer para além das medidas, coloca-se a culpa sobre os ombros dos mais fracos”. E para contrastar o Papa afirmou com veemência:

“É tempo para ser restituída a palavra aos pobres, porque durante demasiado tempo os seus pedidos não foram ouvidos. É tempo de se abram os olhos para ver o estado de desigualdade em que vivem tantas famílias. É tempo de arregaçar as mangas para restituir dignidade através da criação de empregos. É tempo que se volte a escandalizar -se diante da realidade de crianças famintas, escravizadas, tiradas das águas quando naufragam, vítimas inocentes de todo o tipo de violência. É tempo para cessar as violências contra as mulheres e as mulheres sejam respeitadas e não tratadas como mercadoria. É tempo para se romper o círculo da indiferença para retornar a descobrir a beleza do encontro e do diálogo”.

Coragem e sinceridade

Continuando, o Papa comentou os testemunhos das pessoas pobres agradecendo a sua coragem e sinceridade. “Coragem, porque quiseram partilhar com todos nós, mesmo que façam parte da sua vida pessoal; sinceridade, porque mostraram-se como são e abriram o seu coração com o desejo de serem compreendidos”.  

Esperança e resistência

“Percebi um grande sentido de esperança. A marginalização, o sofrimento da doença e da solidão, a falta de muitos meios necessários não os impediu de olharem com os olhos cheios de gratidão para as pequenas coisas que lhes permitiram resistir”

Por fim o Papa falou sobre resistir além da esperança: “Esta é a segunda impressão que eu percebi e que deriva da esperança. O que significa resistir? Ter a força para continuar apesar de tudo. Resistir não é uma ação passiva, pelo contrário, requer coragem para empreender um novo caminho sabendo, que dará frutos”.

Concluindo disse: “Peçamos ao Senhor que nos ajude a encontrar sempre  a serenidade e a alegria. Aqui na Porciúncula, S. Francisco ensina-nos a alegria que vem do olhar para quem está próximo como a um companheiro de viagem que nos compreende e nos apoia, tal como nós somos para ele ou ela”.

Vatican News

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

O Papa: a oração ao Espírito Santo é espontânea, deve vir do coração

 
 
Na Audiência Geral desta quarta-feira, Francisco disse que devemos aprender a "invocar o Espírito Santo com mais frequência". Vem, Espírito Santo, "porque estou em dificuldade, vem porque estou na escuridão, no escuro; vem porque não sei o que fazer; vem porque estou prestes a cair. Vem. É a palavra do Espírito".
 

Mariangela Jaguraba - Vatican News

"A palavra de Deus é uma fonte inesgotável", disse o Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (10/11), no final das catequeses sobre a Carta aos Gálatas, ressaltando que o Apóstolo Paulo, nesta Carta, "nos falou como evangelizador, teólogo e pastor".  

Segundo o Papa, Paulo "foi um verdadeiro teólogo, que contemplava o mistério de Cristo e o transmitia com a sua inteligência criativa. E foi também capaz de exercer a sua missão pastoral a uma comunidade desorientada e confusa. Ele fez isto com métodos diferentes: usou ironia, rigor e mansidão. Reivindicou a própria autoridade como apóstolo, mas ao mesmo tempo não escondeu as fraquezas do seu caráter. O poder do Espírito realmente escavou no seu coração: o encontro com Cristo Ressuscitado conquistou e transformou toda a sua vida, e ele dedicou-a inteiramente ao serviço do Evangelho".

A verdadeira lei tem a sua plenitude na vida no Espírito

O Apóstolo dos Gentios "estava convencido de que tinha recebido um chamamento para o qual só ele podia responder; e queria explicar aos Gálatas que também eles foram chamados a essa liberdade, que os aliviava de todas as formas de escravidão, porque os tornou herdeiros da antiga promessa e, em Cristo, filhos de Deus".

"Consciente dos riscos que este conceito de liberdade comportava", Paulo "nunca minimizou as consequências". Ele "colocou a liberdade na sombra do amor e estabeleceu o seu exercício coerente ao serviço da caridade. Toda esta visão foi colocada no horizonte da vida de acordo com o Espírito Santo".

Existe sempre a tentação de voltar atrás. Uma definição de cristãos que se encontra na Escritura diz que nós cristãos não somos pessoas que voltam atrás. Uma definição bonita! A tentação de voltar atrás porque é mais seguro. Voltar à lei transcurando a vida nova no Espírito. Paulo ensina que a verdadeira lei tem a sua plenitude na vida no Espírito que Jesus nos doou e esta vida no Espírito só pode ser vida na liberdade, na liberdade cristã.

Despertar Cristo dentro de nós

"No final deste itinerário de catequese, parece-me que possa surgir em nós uma atitude dupla", disse ainda Francisco. "Por um lado, o ensinamento do Apóstolo gera entusiasmo em nós; sentimo-nos impelidos a seguir imediatamente o caminho da liberdade, a «caminhar segundo o Espírito». Por outro, estamos conscientes das nossas limitações, pois sentimos todos os dias como é difícil ser dócil ao Espírito, para seguir a sua ação benéfica. Pode então surgir o cansaço que diminui o entusiasmo. Sentimo-nos desanimados, fracos, por vezes marginalizados em relação ao estilo de vida da mentalidade mundana".

Nos momentos de dificuldades estamos, como diz Santo Agostinho, no barco, que é o momento da tempestade. O que fizeram os Apóstolos? Acordaram Cristo. Acordar Cristo que dorme e tu está na tempestade, mas Ele está presente. A única coisa que podemos fazer nos naus momentos é despertar Cristo que está dentro de nós, mas dorme como no barco. Devemos despertar Cristo no nosso coração e só então poderemos contemplar as coisas com o seu olhar, porque Ele vê para além da tempestade. Através do seu olhar sereno, podemos ver um panorama que, por nós mesmos, nem sequer é possível divisar.

A oração ao Espírito Santo é espontânea

Segundo o Papa, "neste caminho desafiador, mas fascinante, o Apóstolo lembra que não nos podemos dar ao luxo de nos cansarmos de fazer o bem. Devemos confiar que o Espírito vem sempre em auxílio da nossa fraqueza e concede-nos o apoio de que necessitamos".

Qual é a oração do Espírito Santo"? A oração ao Espírito Santo é espontânea: ela deve vir do teu coração. Deves pedir nos momentos de dificuldade: "Espírito Santo, vem". A palavra-chave é esta: vem. Vem. Deves dizê-la com a tua linguagem, com as tuas palavras. Vem porque estou em dificuldade, vem porque estou na escuridão, no escuro; vem porque não sei o que fazer; vem porque estou prestes a cair. Vem. Vem. É a palavra do Espírito. Invocar o Espírito. Aprendamos a invocar o Espírito Santo com mais frequência.

O Papa concluiu, dizendo que nos fará bem rezar esta "oração com frequência. Vem, Espírito Santo. Com a presença do Espírito, salvaguardemos a liberdade. Seremos livres, cristãos livres, não apegados ao passado no sentido mau da palavra, não acorrentados a práticas. A liberdade cristã faz-nos amadurecer. Esta oração ajuda-nos a caminhar no Espírito, na liberdade e na alegria, porque quando o Espírito Santo vem, vem a alegria, a verdadeira alegria".

Vatican News