quarta-feira, 17 de março de 2021

Família - Amoris Laetitia: “É totalmente oportuno voltar a esta exortação”

 


 

Numa entrevista à Agência Ecclesia, o casal responsável pela Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, Regiani e Tiago Líbano Monteiro, fala da receção do documento do Papa dedicado às famílias.

Os responsáveis pelo Departamento de Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa destacam que a exortação do Papa ‘Amoris Laetitia’ (A Alegria do Amor) “foi um documento muito importante” e agora é “sedimentar”, num ano especial que começa esta sexta-feira. “Veio dar um novo alento e veio dar uma importância a um conjunto alargado de temas muito importantes para a família e recentrar o tema da família que foi fundamental”, disse Tiago Líbano Monteiro.

 

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A 27 de dezembro de 2020, dia em que a Igreja Católica celebrou a festa litúrgica da Sagrada Família, o Papa anunciou o ano especial ‘Família Amoris Laetitiae’ que vai começar esta sexta-feira, 19 de março, assinalando o 5.º aniversário da exortação ‘A Alegria do Amor’. Regiani Líbano Monteiro explica que nos primeiros anos sentiram que existiu uma “mexida muito grande” na Pastoral da Família com a exortação que, agora, é necessário “sedimentar”. 
“Mudaram várias coisas, mas uma coisa é pensar como é que vamos mudar e outra coisa é vermos no terreno as coisas a mudar. É totalmente oportuno voltar a esta exortação, voltar ao tema, por que é um caminho que se tem que fazer”, desenvolveu Tiago Líbano Monteiro. Neste contexto, acrescenta que têm que sentir que isso muda suas “as vidas” e na Igreja, nas paróquias, nos movimentos, “é preciso que depois mude, é um caminho”.

O Papa Francisco publicou a 8 de abril de 2016 a sua exortação apostólica sobre a Família, ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor), uma reflexão com nove capítulos, mais de 300 pontos, que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.
Segundo Regiani Líbano Monteiro, sentiram “uma grande lufada de ar fresco” pela Igreja Católica querer ouvir o que as famílias tinham para dizer e que participassem “dessa discussão”.
O casal responsável pelo Departamento de Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa recorda que há cinco anos ainda não estava neste departamento, mas acompanharam “bastante esta fase”, o pré-sínodo, o Sínodo da Família e a exortação do Papa Francisco. Tiago salienta que “foi um documento muito importante” e adianta que na sua Equipa de Casais de Nossa Senhora estudaram a ‘Amoris Laetitia’, “dividida por capítulos”, durante um ano.

No último ano, a pandemia Covid-19 também afetou o trabalho da Pastoral Familiar e Regiani Líbano Monteiro destaca que as plataformas online e as diversas ferramentas na internet foram “uma mais-valia muito grande”, apontando como exemplo os webinars (conferência online com intuito educacional) sobre “educação”, ou o ‘terço em família’ no início de fevereiro deste ano. “Sentimos uma resposta muito grande das pessoas, houve uma adesão muito grande, há um cansaço do online, mas, ao mesmo tempo, uma necessidade”, acrescentou.
Por seu lado, Tiago Líbano Monteiro acrescenta que “nada substitui a relação pessoal, e isso sente-se”, mas tiveram “milhares de pessoas a assistir” aos webinars e ao Terço também, quando num evento em algum sítio não conseguiriam “tanta gente”.

Ecclesia

Papa: o Espírito Santo é a memória de Deus em nós

 
 O Espírito Santo representado em forma de pomba, na Basílica de S. Pedro 
 
 
"Muitas vezes acontece que não rezamos, ou não temos vontade de rezar, ou não sabemos ou rezamos como papagaios, com a boca, mas o coração distante. Este é momento de dizer ao Espírito Santo: Vem, vem Espírito Santo, aquece o meu coração", disse Francisco na Audiência Geral.
 

Vatican News

O Papa Francisco concluiu as catequeses sobre o tema da oração na Audiência Geral desta quarta-feira (17/03), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, intitulada "A oração e a Trindade".

O primeiro dom de cada existência cristã é o Espírito Santo. Não é um dos muitos dons, mas o Dom fundamental. O Espírito é o dom que Jesus prometeu enviar-nos. Sem o Espírito, não há relação com Cristo e com o Pai, porque o Espírito abre o nosso coração à presença de Deus e atrai-o para aquele “vórtice” de amor que é o coração do próprio Deus. Não somos apenas hóspedes e peregrinos no caminho sobre esta terra, somos também hóspedes e peregrinos no mistério da Trindade. Somos como Abraão, que um dia, acolhendo três caminhantes na sua tenda, encontrou Deus.

No Espírito tudo é vivificado

"Se realmente podemos invocar Deus chamando-o “Abbá-Pai”, é porque o Espírito Santo habita em nós; é Ele que nos transforma profundamente e nos faz experimentar a alegria comovente de sermos amados por Deus como verdadeiros filhos. Todo o trabalho espiritual dentro de nós em relação a Deus é obra do Espírito Santo. Ele trabalha em nós para levar adiante a nossa vida cristã em direção ao Pai com Jesus", disse ainda o Papa. A seguir, acrescentou:

Esta é a obra do Espírito em nós. Ele “recorda-nos” Jesus e torna-o presente em nós, podemos dizer que é a nossa memória trinitária, a memória de Deus em nós, e torna-nos presentes a Jesus, para que não sejamos reduzidos a personagens do passado, ou seja, o Espírito traz no presente Jesus à nossa consciência. Se Cristo estivesse apenas distante no tempo, estaríamos sozinhos e desorientados no mundo. Sim, recordaremos Jesus, distante, mas é o Espírito que o traz hoje, agora, neste momento ao meu coração. No Espírito tudo é vivificado: aos cristãos de todos os tempos e lugares está aberta a possibilidade de encontrar Cristo. Não recordá-lo como um personagem histórico. Não. Ele atrai Cristo aos nossos corações. É o Espírito que nos faz encontrar Cristo. Ele não está distante, está connosco: ele ainda educa os seus discípulos transformando os seus corações, como fez com Pedro, com Paulo, com Maria de Magdala, com todos os apóstolos.

O Espírito Santo está sempre presente

Segundo o Papa, esta "é a experiência que tantos orantes viveram: homens e mulheres que o Espírito Santo formou segundo a “medida” de Cristo, na misericórdia, no serviço, na oração, na catequese. É uma graça poder encontrar pessoas assim: percebe-se que nelas pulsa uma vida diferente, o seu olhar vê “além”. Não pensemos apenas em monges e eremitas; também os encontramos entre pessoas comuns, pessoas que teceram uma longa história de diálogo com Deus, em momentos de luta interior, que purifica a fé. Estas humildes testemunhas procuraram Deus no Evangelho, na Eucaristia recebida e adorada, no rosto do irmão em dificuldade, e conservam a sua presença como um fogo secreto".

Francisco disse ainda que "a primeira tarefa dos cristãos é precisamente manter vivo este fogo, que Jesus trouxe à terra. E qual é este fogo? O Amor de Deus, o Espírito Santo. Sem o fogo do Espírito, as profecias extinguem-se, a tristeza suplanta a alegria, o hábito substitui o amor, o serviço transforma-se em escravidão. Vem-me à mente a imagem da lâmpada acesa ao lado do tabernáculo onde se conserva a Eucaristia. Até quando a igreja está vazia e cai a noite, quando a igreja está fechada, aquela lâmpada permanece acesa, continua a arder: ninguém a vê, mas arde perante o Senhor. Assim é o Espírito Santo no nosso coração, sempre presente como aquela lâmpada".

Invocar o Espírito Santo

Muitas vezes acontece que não rezamos, ou não temos vontade de rezar, ou não sabemos ou rezamos como papagaios, com a boca, mas o coração distante. Este é momento de dizer ao Espírito Santo: Vem, vem Espírito Santo, aquece o meu coração! Vem e ensina-me a rezar, ensina-me a olhar o pai, a olhar o filho. Ensina-me o caminho da fé. Ensina-me como amar, sobretudo ensina-me a ter um comportamento de esperança. Invocar o Espírito continuamente para que esteja presente na nossa vida. É o Espírito que escreve a história da Igreja e do mundo. Nós somos páginas abertas, disponíveis para receber a sua caligrafia. E em cada um de nós o Espírito compõe obras originais, porque nunca há um cristão que seja completamente idêntico a outro. No campo infinito da santidade, o único Deus, Trindade de Amor, faz florescer a variedade das testemunhas: todas iguais em dignidade, mas também únicas na beleza que o Espírito quis conferir a cada um daqueles a quem a misericórdia de Deus tornou seus filhos.

"Não nos esqueçamos: o Espírito está presente, está presente em nós. Ouçamos o Espírito, invoquemos o Espírito. Ele é o presente que Deus nos deu. Diga ao Espírito: "Espírito Santo eu não sei como é o teu rosto, mas sei que és a minha força, a minha luz, que é capaz de fazer-me caminhar e ensinar-me a rezar. 'Vem, Espírito Santo'. Esta é uma bonita oração", concluiu o Papa.

Vatican News

segunda-feira, 15 de março de 2021

Eutanásia - CEP “congratula-se” com a deliberação do Tribunal Constitucional

 


 

“Qualquer legalização da eutanásia e do suicídio assistido é sempre contrária à afirmação da dignidade da pessoa humana”.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) “congratula-se” com a deliberação do Tribunal Constitucional que declara “inconstitucional a lei da Assembleia da República que aprova a eutanásia e o suicídio assistido”. “Qualquer legalização da eutanásia e do suicídio assistido é sempre contrária à afirmação da dignidade da pessoa humana e à Constituição da República Portuguesa”, destaca o padre Manuel Barbosa, secretário e porta-voz da CEP.

Numa nota enviada à Agência Ecclesia, a Conferência Episcopal “reafirma” a posição assumida pela Igreja em todo o processo sobre a eutanásia e o suicídio assistido, “defendendo sempre que a vida humana é inviolável”.

O Tribunal Constitucional pronunciou-se hoje, por maioria, pela inconstitucionalidade da lei de despenalização da eutanásia, aprovada pela Assembleia da República no dia 29 de janeiro de 2020.

A decisão do Tribunal Constitucional, fundamenta-se na “violação do princípio de determinabilidade da lei” e na “insuficiente densidade normativa” da proposta apresentada pela Assembleia da República.

Também a Federação Portuguesa pela Vida saudou a decisão do Tribunal Constitucional e lembrou que vai ao encontro da “posição manifestada por grande parte da sociedade, assim como responde às críticas feitas a este documento por todas as entidades ouvidas pela Assembleia da República”.

Ecclesia

domingo, 14 de março de 2021

Domingo IV da Quaresma - “Com Deus, tudo pode recomeçar”

 

 

“Ele está sempre disponível para recomeçar com cada um de nós”, garantiu o Cardeal-Patriarca de Lisboa. A partir da Igreja de Cristo Rei da Portela, D. Manuel Clemente deixou o conselho aos cristãos para lerem, diariamente, a Bíblia e pediu “cuidado” no desconfinamento. “Vamos dar bom exemplo!”, apelou. 

Neste Domingo IV da Quaresma, o Cardeal-Patriarca de Lisboa pediu “cuidado” no desconfinamento para que se continue a levar por diante “esta vitória que vamos alcançando sobre a pandemia” e apelou a uma sociedade “integralmente ecológica” que aponte a uma nova forma de viver. “Temos que aprender a viver de outra maneira, como uma sociedade mais reconciliada com a natureza inteira – nesse sentido mais ecológico e, integralmente, ecológica – e com condições onde a vida de cada um se possa verdadeiramente realizar, preservar. Vamos ter muito cuidado. Vamos dar bom exemplo!”, apelou D. Manuel Clemente, na véspera de serem permitidas, em Portugal Continental, as Missas com a presença da assembleia.

Desafio diário
Na homilia da celebração, transmitida pela RTP, a partir da Igreja de Cristo Rei da Portela, o Cardeal-Patriarca frisou que “com Deus, tudo pode recomeçar”, porque “Ele está sempre disponível para recomeçar com cada um de nós” e desafiou os cristãos a lerem, diariamente, a Bíblia, de forma particular neste tempo em que “ouvimos notícias pesarosas” e “no meio de tantas trevas que se adensam”. “À luz da Palavra, vemo-nos de outra maneira e percebemos que Deus está ali connosco”, reforçou D. Manuel Clemente. 
Neste Domingo ‘Laetare’ (Domingo da Alegria), o Cardeal-Patriarca partiu do diálogo de Jesus com Nicodemos, escutado no Evangelho, para apelar a que cada um também se possa encontrar com Jesus, fazendo “dissipar as trevas que se acumulam”. “Às vezes, estas trevas são muito difíceis de dissipar, mas aquilo que Jesus promete a Nicodemos é esta Luz que, n’Ele, Jesus Cristo, irradia como na Sua Páscoa acontecerá definitivamente, para quem quiser captar e nela quiser viver”, referiu. 
Neste Domingo, que marca uma “etapa importante deste caminho quaresmal”, o Patriarca de Lisboa destacou, na sua reflexão, esta frase do Evangelho: ‘Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna’ para afirmar que “é este o amor de Deus que se dá em Jesus Cristo totalmente para que, no meio de nós, desponte esta luz definitiva e que nos compensa de tantas trevas em que nós próprios, muitas vezes, estamos encerrados”. “Essa luz que irradiará na manhã de Páscoa, na ressurreição de Jesus Cristo, está aí” e é possível vê-la “quando ouvimos a palavra de Jesus, porque, como Ele prometeu, aquele que guarda a Sua Palavra terá Jesus Cristo a habitar em si mesmo”, afirmou D. Manuel Clemente.

Sinais da Sua presença
Segundo o Cardeal-Patriarca, Jesus Cristo, que para além de estar presente na Palavra e nos Sacramentos, está também presente “em todo o lado onde há homens e mulheres, tocados pelo seu Espírito e que, por isso – como dizia o Evangelho –, ‘têm obras feitas em Deus’, ou seja, na caridade de Cristo, e são sinal da sua presença”. “E tantos sinais da presença do Espírito de Cristo se desdobraram nestes dias tão difíceis, nestes meses, neste ano, em tantos homens e mulheres que, nos hospitais, nas casas, em tudo quanto é a vidas social, nas empresas, em tantas atuações, são sinais da Sua presença”, apontou D. Manuel Clemente.
Por ocasião da Solenidade de São José, celebrada a 19 de março, e pela intenção do Papa Francisco ao dedicar um ano ao pai adotivo de Jesus, o Cardeal-Patriarca apelou à imitação da atitude discreta de São José e afirmou que “Deus conta connosco e com a descrição de cada um para tomar conta de Maria – figura da Igreja –, e para tomar conta de Jesus – que há de ser a figura de nós todos. Aprendamos com São José a estar assim diante da vida: guardando os mistérios de Deus”, desejou.
Também por ocasião do ‘Ano Família Amoris Laetitia’, que se inicia no dia 19 de março, D. Manuel Clemente convidou os cristãos a voltarem à reflexão desta “magnifica” exortação do Papa Francisco e que levem “muito a sério tudo aquilo que lá vem e que diz muito respeito à preparação e à continuação e fortalecimento da vida matrimonial em Cristo, porque passa por aí a graça de Deus neste mundo”. 

Patriarcado de Lisboa

O Papa no Angelus: a prática do bem vem sempre à luz

 
 O Papa Francisco no Angelus de 14 de março de 2021 
 
 
“Nesta Quaresma somos chamados a aproximarmo-nos da ‘luz’ para fazer boas obras”. São palavras do Papa Francisco no Angelus deste IV domingo da Quaresma.

 

Jane Nogara - Vatican News

Na oração mariana do Angelus deste IV Domingo de Quaresma (14/03) o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia que nos diz: Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu único Filho único. Por esta razão é o domingo “Laetare” ", ou seja, "Alegrai-vos". O dom de Deus é para que “todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". O Papa explicou que “esta alegre mensagem está no coração da fé cristã: o amor de Deus encontrou o seu ápice ao doar o Filho à humanidade fraca e pecadora”. Francisco continuou:

“Jesus coloca em crise esta expetativa ao se apresentar sob três aspetos: o do Filho do homem exaltado na cruz; o do Filho de Deus enviado ao mundo para a salvação; e o da luz que distingue os que seguem a verdade dos que seguem a mentira”

Filho do homem exaltado na cruz

“Jesus apresenta-se antes de tudo como o Filho do Homem” explica o Papa, e que o texto de João (3, 14-21) “alude à história da serpente de bronze que, pela vontade de Deus, foi criada por Moisés no deserto quando o povo foi atacado por serpentes venenosas; quem foi mordido e olhou para a serpente de bronze foi curado. Da mesma forma, Jesus foi levantado na cruz e os que acreditam n’Ele foram curados do pecado e vivem.

Filho de Deus enviado ao mundo

“Deus Pai ama os homens ao ponto de "dar" o seu Filho: ele o deu na Encarnação e o deu ao entregá-lo à morte. O objetivo do dom de Deus é a vida eterna dos homens: de facto, Deus envia o seu Filho ao mundo não para condená-lo, mas para que o mundo possa ser salvo por intermédio  de Jesus. A missão de Jesus é uma missão de salvação, para todos”.

A Jesus se dá o nome de “luz”

“A vinda de Jesus ao mundo provoca uma escolha: quem escolhe as trevas enfrentará um julgamento de condenação, quem escolhe a luz terá um julgamento de salvação” afirma o Papa ao explicar este terceiro aspecto.

“O julgamento é a consequência da livre escolha de cada um: quem pratica o mal procura as trevas, quem faz a verdade, ou seja, pratica o bem, vem à luz”

Nesta Quaresma, afirmou o Santo Padre, somos chamados a fazer isto, ou seja, “aproximarmo-nos da luz para fazer boas obras”. “Acolher a luz na nossa consciência, para abrir os nossos corações ao infinito amor de Deus, à sua misericórdia cheia de ternura e de bondade. Desta forma, encontraremos a verdadeira alegria e poderemo-nos alegrar com o perdão de Deus que regenera e dá vida”.

Vatican News

sexta-feira, 12 de março de 2021

Retoma das Eucaristias presenciais

 

A partir do dia 05.04.2021 entrou em vigor novo horário
 
Consulte-o através da faixa lateral deste blogue, em "Horário da Eucaristia"

“Mensagem do Papa para a Quaresma é tocante e mobilizadora”

 

 

O Cardeal-Patriarca de Lisboa considerou “tocante e mobilizadora” a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma e convidou os agentes da Pastoral Sociocaritativa a lerem (ou relerem) este texto. D. Manuel Clemente falava na manhã desta sexta-feira, 12 de março, numa formação online, via Zoom, organizada pela Federação Solicitude, e destacou seis palavras da mensagem.

“A mensagem do Papa é tocante, mobilizadora e bastante incisiva, e também quaresmal, e detenho-me em seis palavras chave: Páscoa, conversão, inteligência, ressurreição, esperança e caridade. Estas seis palavras, que vos proponho para relerem na Mensagem do Papa para a Quaresma, podem certamente ajudar-vos muito, como me ajudam a mim, não só em termos pessoais, mas também em termos das atividades em que nos vamos envolvendo e que os meus amigos, com tanta generosidade, levam por diante em tantas e tantas instituições”, destacou o Cardeal-Patriarca.

D. Manuel Clemente, que fez a ‘Reflexão Quaresmal’ deste encontro formativo, resumiu, no final da sessão, as seis palavras que tinha exposto ao longo da última hora: “Portanto, a palavra ‘Páscoa’, compreender o que é a Páscoa; a palavra ‘conversão’, com os critérios de vida e de sentimentos; a tal ‘inteligência’ que nasce do coração a partir deste Jesus que nos atrai e o tentar compreender as coisas a partir daqui; a ‘ressurreição’ como um futuro aberto, onde nós entramos no coração de Deus, que também vem à nossa procura; a ‘esperança’, com aquela sua performatividade; e a ‘caridade’, esta virtude teologal que obviamente não dispensa esta sociabilidade humana, mas que ultrapassa, com os sentimentos de Cristo”, sintetizou.

Esta sessão formativa sobre ‘Avaliação de Desempenho’, promovida pela Federação Solicitude e destinada aos responsáveis das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), teve 243 inscritos. O objetivo, segundo um comunicado, foi “iniciar um percurso de acompanhamento da Federação Solicitude às Instituições que pretendam começar a implementar a avaliação de desempenho”.

Presente nesta formação, o novo diretor do Departamento da Pastoral Sociocaritativa do Patriarcado de Lisboa agradeceu ao Cardeal-Patriarca “a confiança” para o cargo, e ao cónego Francisco Crespo, seu antecessor, a “ajuda preciosa na transição”. Manuel Girão disse ser uma “enorme responsabilidade” e garantiu que foi com “sentido de missão” que aceitou “este desafio”. Depois, apelou a estes agentes para “colocarem na agenda o dia 15 de maio”, data do Congresso da Caridade. “Ainda não sabemos se teremos a presença das instituições ou se será por Zoom, está dependente da pandemia, mas vamos seguramente fazer o congresso”, garantiu.


Leia a análise completa do Cardeal-Patriarca de Lisboa à Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma na edição em papel do Jornal VOZ DA VERDADE, que retoma a sua publicação na próxima semana, 21 de março, Domingo V da Quaresma, com o regresso das Missas com a presença de fiéis, agendado para esta segunda-feira, dia 15.

Patriarcado de Lisboa