terça-feira, 16 de janeiro de 2024
POR VEZES O SILÊNCIO FALA!
domingo, 14 de janeiro de 2024
Papa, Angelus: o Senhor não quer “followers”, não a uma fé feita de hábitos
Silvonei José – Vatican News
''O Senhor não quer fazer prosélitos, não quer 'followers' superficiais, mas pessoas que se questionem e se deixem interpelar pela sua Palavra”. Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste II Domingo do Tempo Comum na Praça de São Pedro, comentando o Evangelho do dia que fala do encontro de Jesus com os primeiros discípulos.
"Esta cena – sublinhou Francisco – convida-nos a recordar o nosso primeiro encontro com Jesus – cada um teve o primeiro encontro com Jesus -, a renovar a alegria de segui-Lo e a perguntarmo-nos: o que significa ser discípulos do Senhor? Segundo o Evangelho de hoje podemos tomar três palavras: procurar Jesus, morar com Jesus, anunciar Jesus", disse o Papa.
“Para sermos discípulos de Jesus é preciso antes de tudo
procurá-lo, ter um coração aberto, em busca, não saciado ou satisfeito.
Nós somos seus discípulos na medida em que o frequentamos, ouvimos a sua
Palavra, dialogamos com Ele na oração, O adoramos, O amamos e o
servimos nos irmãos. Em suma, a fé não é uma teoria, é um encontro, é ir
e ver onde o Senhor mora e morar com Ele''.
procurar, morar e, finalmente, anunciar. Este primeiro encontro com Jesus
foi uma experiência tão forte que os dois discípulos recordaram-se para
sempre da hora: "eram cerca de quatro horas da tarde". E os seus corações
estavam tão cheios de alegria que imediatamente sentiram a necessidade
de comunicar o dom que tinham recebido. De facto, um dos dois, André,
apressa-se em compartilhá-lo com seu irmão Pedro.
Irmãos e irmãs, também nós hoje recordemos o nosso primeiro encontro
com o Senhor. “Cada um de nós teve o primeiro encontro, seja dentro da
família, seja fora dela... Quando encontrei o Senhor? Quando o Senhor
tocou o meu coração? E acomodamo-nos numa fé feita de
hábitos? Moramos com Ele na oração, sabemos ficar em silêncio com Ele?
E, enfim, sentimos a necessidade de compartilhar, de anunciar esta
beleza do encontro com o Senhor?
E Francisco concluiu: “Que Maria Santíssima, a primeira discípula de Jesus, nos conceda o desejo de procurá-Lo, de estar com Ele e de anunciá-Lo”.
Vatican News
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Papa: a gula é a "loucura do ventre". O caminho é a sobriedade
Thulio Fonseca - Vatican News
Ao dar continuidade no percurso de catequeses sobre vícios e virtudes, o Papa Francisco, nesta quarta-feira, 10 de janeiro, concentrou a sua reflexão no vício da gula.
O Santo Padre introduziu a meditação fazendo referência aos textos dos evangelhos: “observemos Jesus e o seu primeiro milagre nas bodas de Caná, Ele revela a sua simpatia pelas alegrias humanas, preocupa-se para que a festa termine bem e dá aos noivos uma grande quantidade de um vinho muito bom, diferente de João Batista", sublinhou o Papa, “lembrado pela sua ascese, enquanto ele comia o que encontrava no deserto, Jesus é o Messias que vemos muitas vezes à mesa”.
“O comportamento de Jesus causa escândalo”, completou Francisco, “porque Ele não só é benevolente para com os pecadores, mas até mesmo come com eles; e este gesto demonstrava o seu desejo de comunhão e proximidade com todos”.
“Jesus quer que sejamos alegres na sua companhia; mas quer também que participemos dos seus sofrimentos, que são também os sofrimentos dos pequenos e dos pobres. Jesus é universal.”
É preciso cultivar uma boa relação com a alimentação
Ao recordar que o Cristianismo não contempla a distinção entre alimentos puros e impuros, o Papa falou sobre a atenção que devemos ter com a alimentação, que não deve estar voltada apenas para a comida em si, mas para a nossa relação com ela:
“Quando uma pessoa tem um relacionamento desordenado com a comida, come apressadamente, como com vontade de se saciar, mas nunca se sacia: é escrava da comida.”
As doenças relacionadas à gula
Esta relação serena que Jesus estabeleceu em relação à alimentação deve ser redescoberta e valorizada, notou Francisco, especialmente nas sociedades do chamado bem-estar, onde se manifestam muitos desequilíbrios e patologias:
“Comemos demasiado, ou demasiado pouco. Muitas vezes comemos sozinhos. Os distúrbios alimentares estão a espalhar-se: anorexia, bulimia, obesidade... E a medicina e psicologia tentam resolver a má relação com a comida, que é a raiz de muitas doenças”.
O Santo Padre recordou que essas são doenças, muitas vezes dolorosas, que estão principalmente ligadas aos tormentos da psique e da alma, e sublinhou:
“Como Jesus ensinava, não são os alimentos em si que fazem mal, mas a relação que temos com eles.”
Um pecado social
Francisco recordou que a relação que temos com a alimentação é a manifestação de algo interior e revela “a empatia de quem sabe repartir a comida com o necessitado, ou o egoísmo de quem guarda tudo para si”, e completou: “Diz-me como comes e eu dir-te-ei que alma tens”.
Ao abordar o vício da gula do ponto de vista social, o Pontífice observou que este pecado “está a matar o planeta” e compromete “o futuro de todos”.
“Nós apoderamo-nos de tudo, para nos tornarmos donos de tudo, enquanto tudo foi entregue para a nossa custódia, não para a exploração.”
Francisco recordou que os Padre da Igreja chamavam a gula de "gastrimargia", um termo que pode ser traduzido como "loucura do ventre", e exortou a todos sobre um mal que atinge a sociedade atual:
“Eis então o grande pecado, a fúria do ventre: renunciamos ao nome de homens, para assumir outro, o de ‘consumidores’. Nem mesmo percebemos que alguém com chamar-nos assim.”
Vigilância e sobriedade
No fim da sua reflexão o Papa enfatizou que fomos feitos para ser homens e mulheres “eucarísticos”, capazes de agradecer, discretos no uso da terra, porém nos transformamo-nos em predadores, "atualmente estamos a dar conta de que essa forma de gula tem causado muitos danos ao mundo".
Peçamos ao Senhor que nos ajude no caminho da sobriedade para que todas as formas de gula não tomem conta de nossas vidas, concluiu Francisco.
Vatican News
domingo, 7 de janeiro de 2024
Francisco: o Batismo torna-nos filhos de Deus, é um novo nascimento
Thulio Fonseca - Vatican News
No primeiro Angelus dominical deste ano (07/01), que coincide com a celebração da Festa do Batismo do Senhor, celebrado no Vaticano e noutros países, o Papa encontrou-se com fiéis e peregrinos, os quais, mesmo sob chuva, foram saudar o Pontífice durante a oração mariana, na Praça de São Pedro.
Francisco, ao enfatizar a importância deste sacramento na vida dos cristãos, recordou o ato realizado no rio Jordão, onde João, chamado "Batista", realiza um rito de purificação que significa o compromisso de deixar o pecado e converter-se, e completou: “o povo vai para ser batizado com humildade,o seu ministério, e mostra que deseja estar perto dos pecadores, que veio para eles, para nós, para todos nós!”
Deus vem a nós, purifica e cura os nossos corações
O Santo Padre então afirmou que nessa narração presente no evangelho de Marcos, acontecem algumas coisas extraordinárias: “João Batista diz algo incomum, reconhecendo publicamente em Jesus, aparentemente igual a todos os outros, alguém ‘mais forte’ do que ele, que ‘batizará no Espírito Santo’. Então os céus abrem-se, o Espírito Santo desce sobre Jesus como uma pomba e, do alto, a voz do Pai proclama: ‘Tu és o meu Filho, o Amado: em ti pus a minha confiança’”.
“Tudo isto, se por um lado revela-nos que Jesus é o Filho de Deus, por outro fala-nos do nosso Batismo, que nos tornou filhos de Deus.”
“No Batismo Deus vem a nós, Ele purifica e cura os nossos corações, faz de nós os seus filhos para sempre, o seu povo e a sua família, herdeiros do Paraíso. Deus torna-se íntimo de nós e não mais nos deixa.”
É importante recordar a data do nosso batismo
"É importante lembrar o dia do batismo e também saber a sua data", enfatizou o Santo Padre, "pergunto a todos vós, que cada um reflita: será que me lembro da data do meu batismo? Se não se lembram, quando voltarem para casa, procurem saber para que nunca mais se esqueçam, porque é um novo aniversário, porque com o Batismo vocês nasceram para a vida de Graça. Agradeça ao Senhor pelo batismo!"
“Agradecemos ao Senhor pelos pais que nos levaram à pia batismal, por aqueles que administraram o Sacramento, pelo padrinho, pela madrinha e pela comunidade em que o recebemos. Celebrem o batismo. É um novo aniversário.”
Antes de encerrar a sua meditação, Francisco convidou os fiéis e peregrinos a questionarem-se:
“Estou ciente do imenso presente que trago dentro de mim por meio do Batismo? Reconheço, na minha vida, a luz da presença de Deus, que me vê como seu filho amado, como sua filha amada?”
E por fim, o Pontífice pediu a todos os presentes na Praça de São Pedro, a realizarem um ato concreto: “em memória do nosso Batismo, vamos acolher a presença de Deus em nós. Podemos fazer isso com o sinal da cruz, que traça em nós a memória da graça de Deus, que nos ama e deseja estar connosco. Vamos fazer isso juntos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
“Maria, templo do Espírito, ajude-nos a celebrar e acolher as maravilhas que o Senhor realiza em nós”, concluiu Francisco.
Vatican News
sábado, 6 de janeiro de 2024
Angelus: Adorar a Deus não é desperdiçar tempo, é dar significado ao tempo
Thulio Fonseca – Vatican News
Após a celebração da Santa Missa, na Basílica vaticana, por ocasião da Solenidade da Epifania, o Papa rezou, também neste sábado (06/01) a oração mariana do Angelus, com os milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro.
Na sua meditação, Francisco recordou que “a Epifania do Senhor significa a Sua manifestação a todos os povos, personificados pelos Magos que encontram Jesus, “com Maria, sua mãe”, prostram-se e oferecem-lhe “ouro, incenso e mirra.
“Detenhamo-nos por um momento nesta cena, naqueles homens sábios que reconhecem a presença de Deus num simples Menino: não num príncipe ou num nobre, mas num filho de gente pobre, e prostram-se diante d’Ele, adorando-O”.
A humildade de Deus
O Papa sublinhou que esse encontro é uma experiência decisiva para aqueles Magos, e também é importante para nós, pois em Jesus Menino, de facto, vemos Deus feito homem. E seguidamente pediu aos fiéis que se maravilhem com a humildade do Senhor:
“Contemplar Jesus, permanecer diante d’Ele, adorá-lo na Eucaristia: não é perder tempo, mas é dar sentido ao tempo; é reencontrar o caminho da vida na simplicidade de um silêncio que nutre o coração. Fiquemos também nós diante do Menino, paremos diante do presépio.”
Aprender com as crianças
Francisco disse que é preciso encontrar tempo também para olhar para as crianças, os pequenos que nos falam de Jesus, com a sua confiança, o seu imediatismo, o seu estupor, a sua sã curiosidade, a sua capacidade de chorar e de rir com espontaneidade, de sonhar.
“Se ficarmos diante do Jesus Menino e na companhia das crianças”, destacou o Pontífice, “aprenderemos a maravilharmo-nos e retomaremos o caminho de forma mais simples e melhores, como os Reis Magos. E saberemos ter olhares novos e criativos diante dos problemas do mundo”.
Ao concluir sua reflexão, o Santo Padre incentivou os fiéis a questionarem-se:
“Nestes dias, paramos para adorar, demos um pouco de espaço para Jesus no silêncio, rezando diante do presépio? Dedicamos tempo às crianças, conversando e brincando com elas? E por fim, conseguimos olhar para os problemas do mundo com o olhar das crianças?”
“Que Maria, Mãe de Deus e nossa, aumente o nosso amor pelo Jesus Menino e por todas as crianças, especialmente as atingidas por guerras e pelas injustiças” concluiu Francisco.
Vatican News
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
O Papa: a vida espiritual do cristão exige um combate contínuo
Mariangela Jaguraba - Vatican News
"O combate espiritual" foi o tema da segunda catequese do Papa Francisco, na Audiência Geral, desta quarta-feira (03/01), no âmbito do ciclo de catequeses sobre "Vícios e virtudes".
No encontro semanal do Pontífice com os fiéis realizado, na Sala Paulo VI, no Vaticano, Francisco disse que esse tema "recorda a luta espiritual do cristão".
A vida espiritual do cristão não é pacífica
“Com efeito, a vida espiritual do cristão não é pacífica, linear e isenta de desafios, mas, pelo contrário, exige um combate contínuo. O combate cristão para conservar a fé e para enriquecer o dom da fé em nós.”
Não é por acaso que a primeira unção que todo cristão recebe no Sacramento do Batismo – a unção catecumenal – não tem perfume e anuncia simbolicamente que a vida é uma luta.
Segundo o Papa, "nos tempos antigos, os lutadores eram completamente ungidos antes da luta, tanto para tonificar os músculos quanto para fazer com que o corpo escapasse das garras do oponente. A unção dos catecúmenos deixa imediatamente claro que o cristão não é poupado da luta, que um cristão deve lutar".
Todos temos de lutar para não cair nas tentações
A seguir, Francisco recordou "um famoso ditado atribuído a Santo Antão, primeiro grande pai do monaquismo, que diz o seguinte": "Suprime as tentações, e ninguém será salvo". "Os santos não são homens que foram poupados à tentação, mas sim pessoas bem conscientes de que as seduções do mal aparecem repetidamente na vida, para serem desmascaradas e rejeitadas", disse o Papa, acrescentando:
Todos nós temos experiência disso, todos nós. Vem um mau pensamento, um desejo de falar mal do outro. Todos somos tentados e temos de lutar para não cair nessas tentações. Se alguém de vós não tem tentações que o diga porque seria algo extraordinário. Todos nós somos tentados e todos nós temos de aprender como prosseguir na vida nessas situações.
Ninguém está "em ordem"
Segundo o Papa, existem pessoas que, no entanto, se absolvem, que se consideram "em ordem": "Sou uma pessoa boa, não tenho problema". "Mas, nenhum de nós está em ordem e se alguém estiver em ordem, está sonhando. Cada um de nós há muitas coisas para consertar e vigiar também. Todos somos pecadores e um pouco de exame de consciência, de introversão nos fará bem", disse Francisco.
O Pontífice disse que "todos devemos pedir a Deus a graça de nos reconhecermos como pobres pecadores, necessitados de conversão, mantendo no coração a confiança de que nenhum pecado é demasiado grande para a infinita misericórdia de Deus Pai. Essa é a lição inaugural que Jesus nos dá".
Jesus acompanha todos nós pecadores
De acordo com o Papa, Jesus é um Messias muito diferente de como João Batista "o apresentou e como as pessoas o imaginavam: Ele não encarna o Deus irado e não convoca para julgamento, mas, pelo contrário, faz fila com os pecadores. Jesus acompanha todos nós pecadores. Ele não é pecador, mas está entre nós. Jesus nunca nos deixa sozinhos. Jesus entende o nosso pecado, nos perdoa e nos acompanha. Nos momentos mais difíceis, no momento em que escorregamos no pecado, Jesus está junto de nós para nos levantar e isso nos consola".
Não devemos perder essa ideia, essa realidade. Jesus está junto de nós para nos ajudar e proteger e para nos ajudar a levantarmo-nos depois do pecado. Jesus perdoa tudo. Ele veio para perdoar, para salvar. Jesus quer apenas o nosso coração aberto. Ele nunca se esquece de perdoar. Somos nós que muitas vezes perdemos a capacidade de pedir perdão. Retomemos a capacidade de pedir perdão. Cada um de nós tem muitas coisas para pedir perdão. Cada um pense e fale com Jesus sobre isso: Senhor, preciso que ti não te afastes de mim, preciso que me perdoes. Senhor, sou um pecador, uma pecadora, mas, por favor, não te afastes. Esta seria hoje uma bonita oração a Jesus: Senhor, não te afass de mim.
Vatican News
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Angelus: Maria é "catedral" de Deus, lugar onde Ele e o homem se podem encontrar
Thulio Fonseca - Vatican News
O Papa Francisco, junto com milhares de fiéis e peregrinos reunidos
na Praça de São Pedro, rezou a oração do Angelus no primeiro dia de 2024,
solenidade da Santíssima Mãe de Deus, e confiou a proteção de Maria “o
novo tempo que nos foi dado”. O Santo Padre, na sua alocução destacou o
silêncio de Maria:
"O silêncio da Mãe é uma bela característica. Não se trata de uma
simples ausência de palavras, mas de um silêncio cheio de admiração e de
adoração pelas maravilhas que Deus está a realizar. Maria - observa São
Lucas - guardava todas aquelas coisas, meditando-as no seu coração
(2,19). Desta forma, ela abre espaço dentro de si para Aquele que
nasceu; em silêncio e adoração, ela coloca Jesus no centro e dá
testemunho d’Ele como Salvador."
Catedral do silêncio
Francisco afirmou que Maria é Mãe não apenas porque carregou Jesus no seu ventre e o deu à luz, “mas porque o traz à luz, sem ocupar o seu lugar”. Ela, continuou o Papa, “permanecerá em silêncio também sob a cruz, na hora mais sombria, e continuará a abrir espaço para Ele e a gerá-Lo para nós”.
O Pontífice apresentou aos fiéis a citação de um religioso e poeta do
século XX, que escreveu: "Virgem, catedral do silêncio”. Para Francisco
esta é uma bela imagem, pois “com o seu silêncio e sua humildade, Maria tornou-se a primeira catedral de Deus, o lugar onde Ele e o homem podem encontrar-se”.
“Também as nossas mães, com o seu cuidado escondido, com o seu carinho, muitas vezes são magníficas catedrais do silêncio. Elas trazem-nos ao mundo e continuam a seguir-nos, muitas vezes sem serem notadas, para que possamos crescer. Lembremo-nos disto: o amor nunca sufoca, o amor abre espaço para o outro e o faz crescer.”
Rejeitar todas as formas de posse, opressão e violência
“Olhemos também para as mães”, enfatizou o Papa, “para aprender aquele amor que é cultivado sobretudo no silêncio, que sabe dar espaço ao outro, respeitando a sua dignidade, deixando a liberdade de se expressar, rejeitando todas as formas de posse, opressão e violência. Há tanta necessidade disto hoje!”, sublinhou o Papa, que seguidamente, recordou um techo da Mensagem para o Dia Mundial da Paz que também é celebrado hoje:
"A liberdade e a coexistência pacífica são ameaçadas quando os
seres humanos cedem à tentação do egoísmo, do interesse próprio, do
desejo de lucro e da sede de poder. O amor, por outro lado, é feito de
respeito e gentileza: deste modo, ele rompe barreiras e ajuda a viver
relações fraternas, a construir sociedades mais justas e humanas, mais
pacíficas.”
“Oremos à Mãe de Deus e nossa Mãe”, concluiu o Papa, “para que no novo ano possamos crescer nesse amor gentil, silencioso e discreto que gera vida, e abre caminhos de paz e reconciliação no mundo”.
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